Beneficiários de programas sociais rejeitam Bolsonaro e preferem Lula

Bolsonaro ampliou programas sociais a menos de três meses das eleições, mas não colheu frutos como apoio dos beneficiários com a decisão até o momento. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Bolsonaro ampliou programas sociais a menos de três meses das eleições, mas não colheu frutos como apoio dos beneficiários com a decisão até o momento. (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Jair Bolsonaro (PL) não obtém bons resultados entre os beneficiários de programas sociais;

  • Aposta do atual presidente na ampliação de benefícios não surtiu efeito até o momento;

  • Somente os beneficiários de 2 estados preferem Bolsonaro; Lula é favorito em 17.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem obtido um bom desempenho entre os beneficiários de programas sociais do governo social, como o Auxílio Brasil. O cenário se mantém desfavorável mesmo nos estados em que o candidato à reeleição é o favorito, segundo levantamento do Pulso.

Entre os eleitores que recebem benefícios do governo, somente os moradores de dois estados preferem Bolsonaro: Roraima e Acre, onde o candidato marca 69% e 53% das intenções de votos, respectivamente.

Em outros 17 estados, quem lidera a corrida ao Planalto é o ex-presidente e principal adversário do atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre eles, estão São Paulo e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais do Brasil. Nos estados do Nordeste, o petista é o preferido com folga, com distância variando entre 26 e 60 pontos.

A ampliação dos benefícios sociais – como aumento do Auxílio Brasil, vale-gás e criação de programas para caminhoneiros e taxistas – a menos de três meses das eleições foi uma das principais apostas da campanha de Bolsonaro. Entretanto, ainda não surtiu efeito em seu desempenho, já que ele tem 31% das intenções de voto, contra 44% mantidos por Lula, segundo a última pesquisa do Ipec.

Empatados

Em oito estados, Lula e Bolsonaro empatam, considerando a margem de erro: Rondônia, Santa Catarina, Amapá, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Distrito Federal e Tocantins. Importante destacar que os eleitores analisados aqui também recebem benefícios sociais.

A margem de erro varia de estado para estado, já que leva em consideração o percentual do grupo entre os entrevistados. No Amapá, é de 5 pontos percentuais; já em Santa Catarina, é de nove, para mais ou para menos.

O levantamento do Pulso foi realizado com base nos resultados do Ipec para os 26 estados e Distrito Federal divulgados nas últimas semanas.

Mulheres rejeitam Bolsonaro

A campanha do chefe do Executivo também encontra resistência entre o eleitorado feminino, já que o número de mulheres que considera seu governo ruim ou péssimo é igual ou superior ao de homens em todos os estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal. Ou seja: em nenhuma região mais mulheres aprovam o governo do que homens.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Mesmo entre a parcela que apoia a reeleição do atual presidente, o número de mulheres é inferior ao de homens em todas as regiões do país. Apenas em sete estados a taxa de aprovação feminina ao governo é maior do que a taxa de reprovação: Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Roraima.

De forma geral, 54% das eleitoras não votam de jeito nenhum em Bolsonaro. O aumento da rejeição acontece especialmente após uma série de atitudes controversas, como o ataque à jornalista Vera Magalhães e piadas machistas sobre notícia boa para mulher ser beijinho e presente.