Benjamin Netanyahu assume poder em Israel pela 6ª vez

Pela sexta vez, Benjamin Netanyahu chega ao poder como primeiro-ministro de Israel.

O partido Likud fez aliança com duas formações ultra-ortodoxas e três de extrema-direita.

Esta quinta-feira, 63 deputados em 120 votaram a favor de um executivo descrito como o mais à direita da história do país.

Benjamin Netanyahu enumerou as prioridades do governo. "Em primeiro lugar, é preciso parar o Irão. É uma questão existencial. Antes de mais, preocupamo-nos com a nossa existência e segurança. Em segundo lugar, com a segurança e a governação dentro do Estado de Israel. Em terceiro lugar, trata-se de lidar com o aumento dos preços e a crise habitacional. E em quarto lugar, creio que também está ao nosso alcance, expandir consideravelmente o círculo da paz", afirmou Benjamin Netanyahu, no dia em que o novo executivo se reuniu pela primeira vez.

Palestinianos receiam decisões do futuro governo na Cisjordânia

O novo governo, onde há personalidades favoráveis à anexação de uma parte da Cisjordânia, suscita reações bem diferentes, entre colonos israelitas e palestinianos.

"Perante o próximo governo fascista israelita, o povo palestiniano deve unir-se. Este governo fascista israelita é hábil quando se trata de oprimir e destruir o povo palestiniano", disse Muhammad Musleh, residente em Qalqilya.

"Esperamos que a Torah seja reforçada na terra de Israel, que os colonatos e a governação se tornem mais fortes na terra de Israel. São as minhas expectativas", afirmou, por seu turno, Ezri Stern.

Receios de perda de independência da justiça

Aos 73 anos, Benjamin Netanyahu é alvo de vários processos por corrupção. As concessões feitas aos parceiros da coligação são vistas como uma moeda de troca para obter imunidade judicial.

Após o anúncio da composição do novo governo israelita houve protestos diante do parlamento.

A embaixadora de Israel em França, Yael German, apresentou a demissão por não concordar com a linha do novo executivo, numa altura em que se multiplicam os receios de que o governo altere as leis e ponha em causa a indepêndencia da justiça.