Bernie Sanders interviria militarmente se a China atacasse Taiwan

O pré-candidato democrata Bernie Sanders durante comício em Santa Ana, Califórnia, em 21 de fevereiro de 2020

O atual pré-candidato democrata e favorito à indicação do partido para a eleição presidencial dos Estados Unidos, Bernie Sanders, afirmou que interviria militarmente contra a China se Pequim atacasse a ilha de Taiwan, numa entrevista transmitida neste domingo.

O senador por Vermont, que se opôs à participação americana na guerra do Iraque em 2002, declarou no programa "60 minutes" que não excluirá, se for eleito, intervenções militares em determinadas situações.

"Espero que sejam o mínimo possível, mas temos o melhor exército do mundo", disse, e detalhou as situações em que essas intervenções podem ocorrer: "Ameaças contra o povo americano, é claro, e ameaças contra nossos aliados".

"Eu acredito na Otan", disse o político.

Quando questionado sobre a possibilidade de uma intervenção em reação a um ataque militar chinês contra Taiwan, o candidato respondeu: "Sim, por exemplo". A China continental e Taiwan são governadas por regimes rivais desde 1949, e Pequim considera Taiwan como uma de suas províncias e prometeu um dia recuperar o controle sobre a ilha, pela força, se necessário, especialmente se o território declarar sua independência.

"Acho que temos que deixar claro para os países ao redor do mundo que não ficaremos ociosos e não permitiremos que invasões ocorram", acrescentou.

Os Estados Unidos romperam laços diplomáticos com Taipei em 1979 para reconhecer a República Popular como o único representante da China, mas ainda é o aliado mais poderoso de Taiwan e seu principal fornecedor de armas.

Liderando as pesquisas para enfrentar Donald Trump em 3 de novembro, Sanders também disse que poderia se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong Un, com quem o atual presidente teve três reuniões.

"Não tenho problemas em conversar com adversários ao redor do mundo", concluiu.