Beto Albuquerque, do PSB, nega desistência de candidatura ao governo do RS em favor do PT: 'Lamento as fake news'

O pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo PSB, Beto Albuquerque, negou que desistirá da corrida eleitoral no estado para apoiar a candidatura do PT como vice na chapa liderada pelo deputado estadual Edegar Pretto.

"Lamento as novas Fake News. Qualquer decisão sobre candidatura minha sempre será resolvida dentro do PSB, com respeito e transparência".

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Em suas contas oficiais nas redes sociais, Beto Albuquerque postou uma foto dentro de um avião a caminho de Brasília, onde participará da executiva do PSB e da convenção nacional do partido, nesta quinta-feira.

A informação foi dada pela "Folha de S.Paulo" na quarta-feira. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, segundo a publicação, teria oferecido ao partido o posto em troca da retirada.

Em nota, o PSB gaúcho também se manifestou e desmentiu as informações veiculadas. O partido afirmou que jamais debateu a possibilidade de retirada da candidatura em apoio ao PT e que não há mais qualquer possibilidade de coligação.

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"A direção estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) vem a público manifestar seu descontentamento e desmentir às informações prestadas pela presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, de que o pré-candidato ao governo do Estado, Beto Albuquerque, teria desistido de disputar da corrida eleitoral. A notícia foi divulgada pela Folha de São Paulo.

A direção da sigla informa, ainda, que em nenhum momento debateu a possibilidade de retirada da candidatura em apoio ao PT, nem foi consultada sobre o assunto pela direção nacional. A definição, deliberada durante a convenção estadual realizada no sábado (23), de ter candidatura própria com a indicação do nome de Beto Albuquerque permanece.

Diante do exposto, repudia veemente o gesto arrogante da presidente nacional do PT de querer falar em nome dos socialistas e reafirma a não coligação com o Partido dos Trabalhadores no Estado".

Coligação nacional com problemas regionais

O PT e o PSB são os dois principais partidos da aliança em torno da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como vice-presidente Geraldo Alckmin. Porém, os acordos regionais continuam sendo uma pedra no sapato do Partidos dos Trabalhadores.

O PT tinha esperanças de fazer a coligação no estado que é o quinto maior colégio eleitoral do país. Uma união entre os partidos chegou a ser anunciada em 15 de junho. O entendimento, naquela ocasião, era de que o nome para disputar o governo seria discutido posteriormente. Porém, passado esse tempo, tanto o ex-deputado federal Beto Albuquerque (PSB) quanto o deputado estadual Edegar Pretto (PT) mantiveram suas pré-candidaturas.

No Rio, o PT ainda busca a desistência da candidatura do deputado Alessandro Molon (PSB) ao Senado. Lula, inclusive, costurou durante a sua passagem por Pernambuco na semana passada o apoio de lideranças do PSB local à retirada de Molon. O diretório pernambucano é o mais influente no comando nacional do partido, e esse apoio deve sacramentar a saída do parlamentar da disputa.

Com a aliança nacional entre os dois partidos, os acordos regionais foram costurados para ter chapas equilibradas com a presença de ambos nas diversas candidaturas. No caso do Rio, o PSB indicou o candidato a governador Marcelo Freixo; ao PT cabe a vaga ao Senado cujo nome escolhido foi o do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT).

cúpula petista foi informada nesta quarta-feira (27) da retirada da pré-candidatura do ex-deputado federal Beto Albuquerque ao Governo do Rio Grande do Sul.

Segundo relato da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), o PT ofereceu ao PSB a vice na chapa ao governo do estado, encabeçada pelo deputado estadual Edegar Pretto.

Beto Albuquerque, do PSB-RS

Beto Albuquerque, do PSB-RS - @Beto Albuquerque

Na terça-feira (26), Beto admitiu à Folha a hipótese de desistência. Mas disse que conversará nesta quinta (28) com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sobre seu destino político.

"Sem recursos, não vai", disse Beto, reconhecendo dificuldades materiais para sua campanha.

Beto afirmou que também pretende se reunir nesta quinta com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, para traçar seu futuro político. Só depois deverá anunciar sua saída da corrida estadual.

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