Betty Faria detona condução da Ancine: “Nosso dinheiro está sequestrado”

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Betty Faria evitou comentar sobre Regina Duarte (Globo / Estevam Avellar)
Betty Faria evitou comentar sobre Regina Duarte (Globo / Estevam Avellar)

Resumo da Notícia:

  • Betty Faria está completando 80 anos e ganhou uma mostra com 15 filmes que participou

  • A atriz criticou a condução da cultura no Governo de Jair Bolsonaro (sem partido)

  • Betty é uma crítica do atual governo e se considera uma humanista 

Betty Faria está completando 80 anos e para celebrar a data o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro vai exibir 15 filmes clássicos do cinema nacional com a presença da veterana. A mostra começa nesta terça-feira (12).

Em entrevista ao vivo no “Estúdio I”, da GloboNews, para falar a homenagem, a atriz criticou a condução do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) quando o assunto é a cultura nacional. “Cada filme dá emprego a mais de 500 pessoas e tem muitos técnicos vendendo quentinha na rua”, revelou.

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Ela ainda criticou a diminuição de projetos aprovados para captação de recursos pela Ancine. Segundo o órgão, houve uma queda de 16% em 2020. “Nosso dinheiro está sequestrado na Ancine. Sonho que o Brasil passe essa fase terrível. Esse momento que o mundo está vivendo de extrema direita. Não sou comunista, sou humanista, sou pela paz, pela vida”, pontuou.

A veterana também criticou as tradicionais críticas feitas pelos apoiadores do presidente quando o assunto são os recursos captados por produções através da Lei Rouanet. “Não é mamata! É direito de produzirmos, que pagamos impostos. É uma loucura esse Governo que está contra o nosso cinema e não entende a imagem maravilhosa que podemos fazer do nosso país no exterior”, avaliou.

Entre os filmes na mostra, estão “O Casal” (1975), de Daniel Filho; “Jubiabá” (1986), de Nelson Pereira dos Santos e “Bens Confiscados” (2004), de Carlos Reichenbach. Além de “Bye Bye Brasil” (1980), de Cacá Diegues, um dos mais importantes da nossa história e “Um trem para as Estrelas” (1987), também do diretor, que representou o Brasil no Oscar.

Ela lembrou os tempos de luta e resistência do cinema nacional durante a ditadura militar. “Estou tão mobilizada com o que está acontecendo com o cinema hoje. Houve todo um trabalho contra a ditadura. Tive uma chance como atriz latino-americana de viajar para festivais internacionais. E eles amam o cinema brasileiro”, explicou.

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