Beyoncé é criticada por usar diamante Tiffany, ligado à escravidão

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Beyoncé e Jay-Z na campanha para a Tiffany&Co (Foto: Reprodução / Instagram @beyonce)
Beyoncé e Jay-Z na campanha para a Tiffany&Co (Foto: Reprodução / Instagram @beyonce)

Beyoncé quebrou a internet, e o circuito fashion, ao posar com o marido, Jay-Z, para uma campanha com o icônico diamante Tiffany. Ela é a quarta pessoa no mundo a usar a joia e a primeira mulher negra, o que ela não sabia é que a pedra tem um histórico de dor e sofrimento.

A peça é um diamante amarelo de 128 quilates lapidado em formato esmeralda, que tem facetas retangulares e paralelas, a pedra foi encontrada em 1877 na África do Sul. À época, segundo o jornal inglês “The Sun”, os garimpeiros que trabalhavam nas minas viviam em um regime exploratório análogo à escravidão.

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Relatos históricos, a pedra preciosa já foi chamada como “diamante de sangue” por pessoas que literalmente morreram até ela chegar ao reforçado cofre da joalheria nos Estados Unidos. E ser eternizada no filme "Bonequinha de luxo", de 1961.

Por conta desta história previa, que ela não conhecia, Beyoncé tem sido alvo de severas críticas da comunidade negra ao redor do mundo. Após louvarem o fato de uma mulher negra ostentar a joia que tem custo avaliado em R$ 160 milhões, alguns acreditam que ela apenas reforçou o histórico escravagista da peça.

Dados dão conta que entre 1897 e 1899 cerca de 1.144 trabalhadores das minas de diamantes no país, que ainda era colônia do Reino Unido, morreram vítimas de doenças causadas por falta de saneamento básico, água potável e condições precárias de moradia. Outros incontáveis perderam a vida por conta das técnicas de mineração.

No contrato para a campanha, Beyoncé e Jay-Z teriam exigido que a joalheria doasse cerca de R$ 10 milhões para que universidades de todo os Estados Unidos pudessem oferecer bolsas de estudos para alunos negros em várias áreas do conhecimento.

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