Bibi Lab: rede inaugura unidade para testar lançamentos do menu

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RIO — Figura marcante na memória afetiva dos cariocas, o vendedor de mate das praias do Rio ganhou um lugar de destaque em meio ao colorido da fachada do novo Bibi Lab, recém-inaugurado na Rua Santa Clara 33, em Copacabana. Samambaias, pôsteres variados, skates, estofados coloridos e uma grande coleção de objetos pop dão uma cara colorida e instagramável ao local.

Paulo Grobe, chef que comanda as 16 casas do grupo, fez um cardápio que vai do café da manhã ao jantar, mas com a proposta de inovar. Algumas opções serão apresentadas primeiro no Bibi Lab. Se aprovadas pela clientela, podem passar para as outras filiais da rede, que começou em 1993 e tem quase 30 anos de Rio. O menu tem de hambúrguer e sanduíche a risoto e pizza. Entre os pratos executivos, destaque para o risoto das antigas — arroz com açafrão, frango assado em lascas, milho tostado, ervas e farofa crocante de limão. De sobremesa, vale muito a pena provar o crumble de maçã com frutas vermelhas e creme inglês.

— A ideia é ter alternativas diferentes, mas sem perder de vista a simplicidade, que é uma característica do Bibi — diz Grobe.

Responsável pelo conceito , inclusive visual, da casa, Sérgio Rodrigues, sócio idealizador do Bibi, revela que precisou praticar o desapego durante a realização do projeto, comandado por Alexandre Schnabl, do Scena Lúdica (@scenaludicaonline).

— Quase enlouqueci a turma. Tinha na cabeça referências da minha adolescência, nos anos 1980, como tapumes de lambe-lambe, o boom do rock Brasil, o visual feérico das danceterias new wave, como Mamão com Açúcar, na Lagoa, e Metropólis, em São Conrado. Pedi que o projeto seguisse essa atmosfera, com direito a logo neon, um hit da época e que voltou à moda. E precisei me desfazer de coleções de pôsteres originais, assim como bonequinhos colecionáveis e bandeira da minha contraparte nerd, para completar o garimpo de objetos. Não foi fácil praticar esse desapego, mas a Bia, minha mulher e sócia, adorou ver esse volume de memorabilia liberando espaço lá em casa — conta Rodrigues, rindo.

Os grafites nas paredes ficaram a cargo da Alma Salgada, uma dupla formada pelos artistas visuais Camila Geoffroy e Diego Japiá. Eles também assinam os uniformes coloridérrimos de toda a equipe do salão, assim como o cardápio.

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