Bicicleta e aplicativo de transporte são os meios de locomoção mais procurados por quem não tem carro na pandemia

Patricia Valle
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Com a pandemia, os brasileiros sem veículo próprio estão apostando em se locomover por meio de transporte por aplicativo e bicicletas. É o que mostrou uma pesquisa da Datafolha, encomendada pela Uber. De acordo com o levantamento, 38% dos brasileiros que não possuem veículo próprio acreditam que a bicicleta é o meio mais seguro para se locomover, seguida logo atrás por aplicativos de corrida como Uber (35%) e Táxi (9%). Já o transporte público atingiu apenas 4% de preferência na opinião dos entrevistados.

Já na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, aplicativos de mobilidade são considerados por mais da metade da população como sendo o meio de transporte mais seguro (51%), seguido pela bicicleta com 32%. Enquanto o transporte público ficou com 8%.

A pesquisa do Datafolha ouviu 3.271 pessoas acima de 16 anos entre 16 de setembro e 7 de outubro de 2020 em todas as Regiões do País. O nível de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A amostra representa a população brasileira adulta e foi composta em sua maioria por mulheres (53%) e pessoas com nível médio de escolaridade (43%) e média etária de 42 anos.

A pesquisa também perguntou os motivos para a escolha do modal de transporte durante a pandemia. Para os brasileiros, os critérios mais importantes para escolher o meio de transporte são grau de aglomeração (29%), a segurança que o transporte oferece (20%) e, empatados com 14%, a facilidade de acesso ao meio e o risco de contaminação.

No Rio de Janeiro, o aspecto mais importante para a escolha também é o grau de aglomeração (29%), ficando na frente do risco de contaminação (18%). A facilidade de acesso (16%) e a segurança do transporte (16%) vem logo em seguida como fatores de decisão.

Com essa preferência pelos aplicativos de mobilidade, os números também revelaram que 61% dos brasileiros acreditam que esse tipo de hábito vai aumentar, enquanto 10% acreditam que deve ficar igual e 29% acreditam que o serviço deve diminuir. No Rio de Janeiro, os números revelam uma tendência ainda maior para o aumento do hábito, com 68%.

Quando perguntado qual o grau de importância de ações para prevenir o contágio da COVID-19 no uso de apps de mobilidade, o uso de máscaras pelo motorista e usuário ficou em primeiro lugar. O fato do carro ter sido higienizado por uma empresa especializada ficou em ficou em segundo e a disponibilidade de álcool em gel para motoristas e usuários em terceiro. No Rio de Janeiro, o grau de importância também se manteve alto entre esses itens. Confira a tabela completa das regiões logo abaixo.

— Esse raio-x do Datafolha mostra o quanto estamos agindo de forma certa para permitir que mais pessoas possam utilizar a Uber de forma segura e tranquila. Continuaremos atentos para apresentar novas iniciativas, sempre seguindo as recomendações das autoridades médicas e especialistas em saúde, conforme o cenário da pandemia evolui — afirma Claudia Woods, diretora-geral da Uber no Brasil.

A pesquisa também revelou novos hábitos no uso de aplicativos de delivery como Uber Eats. Somente 47% da população havia utilizado um app de entrega antes da pandemia, e 72% fizeram um pedido durante a pandemia, mostrando um crescimento de 25%.

Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o número de pessoas que já havia utilizado algum tipo de app para delivery é maior que a média nacional, com 59%. E o número de pessoas que fez algum tipo de pedido na pandemia foi de 78%, aumento em 19 pontos percentuais.

E dos que usaram esse serviço, 76% disseram ter aumentado a frequência de uso na pandemia no país. No Rio, o índice de pessoas que aumentou o uso chegou a 74%. Os motivos que levaram a essa mudança de hábitos também foram detalhados pela pesquisa: risco de contaminação, com 59%, e praticidade do serviço, com 43%, foram os fatores mais importantes para os usuários considerarem o uso desse tipo de aplicativo durante a pandemia.