Biden adverte talibãs e pede que Paquistão aumente compromisso no Afeganistão

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O presidente americano, Joe Biden, em 14 de abril de 2021, na Casa Branca, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu nesta quarta-feira (14) os talibãs que seu país fará com que "prestem contas" por seu papel no Afeganistão após a saída das tropas americanas e exortou países como o Paquistão a adotarem um papel de apoio.

"Vamos fazer os talibãs prestarem contas por seus compromissos de não permitir que nenhum terrorista ameace os Estados Unidos ou seus aliados a partir do território afegão", afirmou Biden em um discurso no qual exortou Paquistão, Rússia, China, Índia e Turquia a apoiar Cabul.

Sem citar o Irã, que compartilha uma fronteira porosa com o Afeganistão, Biden afirmou que os países da região "têm um interesse significativo" na futura estabilidade de Cabul.

O Paquistão foi historicamente um apoio para os talibãs, que governaram entre 1996 e 2001, e foram depostos pela invasão americana após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Segundo um acordo negociado pelo ex-presidente republicano Donald Trump, os talibãs se comprometeram a não acobertar a Al Qaeda nem nenhum grupo extremista, o que constituiu a principal razão para a invasão de 2001.

"Penso que nossa presença no Afeganistão deveria estar centrada na razão pela qual fomos em primeiro lugar: assegurar que o Afeganistão não seja usado como base para atacar a nossa pátria. Nós cumprimos esse objetivo", afirmou Biden.

O presidente indicou que a retirada de tropas - que será concluída antes de 11 de setembro - não será articulada de forma "precipitada".

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