Biden anuncia ajuda militar e distribuição de 500 mi de testes para frear ômicron

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    109th Mayor of New York City
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.06.2014 - O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.06.2014 - O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

GUARULHOS, SP (FOLHAPRESS) - A predominância da variante ômicron entre os novos casos de Covid registrados nos EUA e a explosão dos números da doença nas últimas semanas levaram o governo de Joe Biden a diversificar a estratégia de combate à pandemia para ir além da vacinação —62% dos americanos estão com esquema vacinal completo, uma das taxas mais baixas entre países ricos. O democrata anunciou nesta terça-feira (21), em pronunciamento na Casa Branca, um novo pacote de medidas.

A disponibilização de 1.000 profissionais de saúde das Forças Armadas para ajudar hospitais sobrecarregados, a produção de 500 milhões de testes rápidos para serem distribuídos gratuitamente e a criação de novos locais de exames de detecção da Covid e de vacinação são algumas das ações que serão implementadas.

Os 500 milhões de testes estarão disponíveis a partir de meados de janeiro e serão distribuídos nas casas de quem solicitá-los por meio de um site. Para dar conta do volume de produção, Biden pretende invocar a Lei de Proteção e Defesa, instrumento que autoriza o Executivo a interferir no sistema de produção do país em casos de emergências ou guerras. Os novos locais de exames de detecção estarão em funcionamento primeiro na cidade de Nova York, ainda antes do Natal.

Desde que o primeiro caso da variante ômicron foi identificado nos EUA, em 1º de dezembro, em uma pessoa que havia viajado para a África do Sul, os números da doença explodiram. A média móvel de novos casos diários bateu 132,6 mil no último domingo (19), de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A última vez que o país havia registrado esse volume fora em setembro.

Apesar do cenário negativo causado pela ômicron, Biden lembrou que a situação que os EUA enfrentam hoje é diferente em relação ao início da pandemia, em março de 2020, quando não havia vacinas nem tratamento e equipamentos médicos escasseavam. É por isso, ele disse, que não há necessidade para um "lockdown" agora.

"Duzentos milhões de pessoas estão vacinadas. Estamos preparados, sabemos mais."

A grave situação tem levado o país a recuar em flexibilizações. Nova York, outrora epicentro da pandemia nos EUA, cogita cancelar a celebração do Ano-Novo na Times Square. Em meados de novembro, o prefeito da cidade, Bill de Blasio, disse que o evento voltaria "com força total" neste ano. Mas então veio a ômicron.

Nova York tem registrado números recordes de novos casos diários de Covid. A média móvel de novos casos chegou a 8.000 no domingo, a maior desde o início da crise sanitária, segundo registros do CDC.

A ômicron representou 73,25% das novas infecções por Covid nos EUA durante a semana encerrada em 18 de dezembro, conforme anunciado nesta segunda (20). Ainda que algumas características da variante, como a capacidade de provocar casos mais graves, ainda não estejam claras, especialistas de saúde americanos estão preocupados com a estrutura dos hospitais para responder ao novo surto.

O número de pacientes hospitalizados com Covid no país vem crescendo desde novembro e chegou a 58,6 mil no domingo. O envio de médicos, enfermeiras e paramédicos militares, que Biden pretende acordar com o secretário de Defesa, Lloyd Austin, visa aprimorar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

Em um apelo à população, o presidente escreveu numa rede social que os casos de ômicron aumentarão nos próximos dias. Por isso, pediu que todos se vacinem e, assim, tenham mais chances de ter casos leves ou assintomáticos, conforme mostram as primeiras evidências científicas. "Se você for um adulto e optar por não ser vacinado, enfrentará um inverno extremamente difícil para sua família e comunidade."

Na Casa Branca, Biden reiterou a mensagem: "Se você não está totalmente vacinado, tem um bom motivo para se preocupar". O presidente também observou que as pessoas vacinadas que contraem Covid podem ficar doentes, mas estão protegidas da forma grave da doença e da morte e devem se sentir confortáveis para comemorar o Natal e os feriados como haviam planejado.

A transmissão comunitária e acelerada da ômicron no país também pode levar o governo a flexibilizar as restrições de viagens aos países da África Austral, impostas em 29 de novembro, pouco após cientistas da África do Sul sequenciarem a variante pela primeira vez —ainda que não se saiba onde ela teve origem.

O imunologista Anthony Fauci, principal conselheiro de Biden para assuntos relacionados à pandemia, disse que o levantamento das restrições deve vir em breve, uma vez que já há "infecções suficientes nos EUA". "Estamos permitindo a entrada de pessoas de outros países que têm tanto ou mais infecções do que os países da África Austral; portanto, vamos olhar para isso com cuidado e ver se podemos recuar."

Os EUA somam 50,7 milhões de casos confirmados de Covid e 803 mil mortes em decorrência da doença desde o início da pandemia. Cerca de 72,9% da população do país recebeu ao menos uma dose da vacina, e 62% está com esquema vacinal completo. Já a dose de reforço foi aplicada em 29,8% dos americanos.

Em seu discurso nesta terça, Biden reconheceu que o vírus está infectando pessoas imunizadas, mas pediu que os americanos ainda não inoculados se vacinem e que os já vacinados façam a dose de reforço, se ela já estiver disponível para eles. Os não vacinados, afirmou o presidente, "tem um risco significantemente maior de ir parar no hospital ou mesmo morrer."

Além de anunciar as medidas práticas para conter o avanço da Covid nos EUA, Biden afirmou reconhecer que todos estão cansados e frustrados e querem que a pandemia acabe logo. "Mas ainda estamos nisso", ele disse.

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