Biden anuncia envio à Ucrânia de foguetes avançados com alcance de 80 km

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O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira o envio de um poderoso sistema de foguetes à Ucrânia, que fora pedido por Kiev há muito tempo e que pode alcançar alvos a até 80 km, além de mais armas antitanque, helicópteros e outros equipamentos.

"O povo da Ucrânia continua a inspirar o mundo com sua coragem e determinação enquanto luta bravamente para defender seu país e sua democracia contra a agressão russa", disse Biden em comunicado. "Os Estados Unidos permanecerão com nossos parceiros ucranianos e continuarão a fornecer à Ucrânia armas e equipamentos para se defender."

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O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou nesta quarta-feira que o governo ucraniano dera garantias a Washington de que não usaria o avançado sistema de foguetes para atacar o território russo.

A estratégia faz parte de um esforço delicado do governo americano de ajudar Kiev a repelir a invasão russa, mas não ao ponto de participar muito ativamente da guerra, no que poderia provocar o presidente russo, Vladimir Putin, a ampliar sua ofensiva.

Na terça, Biden havia afirmado em um artigo publicado no New York Times que não busca provocar a deposição de Putin do poder e que "não estava encorajando ou permitindo que a Ucrânia atacasse além de suas fronteiras", além de "não quer prolongar a guerra apenas para infligir dor na Rússia.”

Apesar disso, a Rússia condenou a nova ajuda dos EUA, afirmando que não confia nas palavras das autoridades ucranianas de que não atacariam o território russo. O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que o fornecimento dos lançadores de foguete avançados poderia ampliar o conflito ao criar o risco de arrastar um "terceiro país" para os combates.

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O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, disse que Washington está "deliberadamente jogando lenha na fogueira".

— Obviamente, eles estão mantendo a posição de lutar contra a Rússia até o último ucraniano — disse Peskov, citado pela agência Interfax

O novo pacote anunciado por Biden inclui quatro Sistemas Americano de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS, na sigla em inglês), uma arma capaz de disparar foguetes guiados por satélite, podendo atingir alvos a até 80 km de distância — muito além do alcance de qualquer artilharia que a Ucrânia utiliza atualmente —, segundo Colin Kahl, o principal conselheiro político do Pentágono, que fora citado por sites americanos.

Ele ainda acrescentou que seriam necessárias cerca de três semanas de treinamento para as forças ucranianas utilizarem o armamento.

Em entrevista à CNN, Jonathan Finer, vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, disse que o governo acredita que o sistema atenderá às necessidades de Kiev.

— Este é um conflito defensivo que os ucranianos estão travando. As forças russas estão em seu território.

Kahl também informou nesta quarta que o pacote inclui outros mil mísseis antitanque Javelin, 6 mil armas antitanque, munições, quatro helicópteros Mi-17 e veículos táticos.

Em seu comunicado, Biden disse que "continuaremos a liderar o mundo na prestação de assistência histórica para apoiar a luta da Ucrânia pela liberdade".

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