Biden assume risco calculado ao adotar baixo perfil sobre controle de armas

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, certamente encontrará a mensagem certa no domingo, quando visitar as famílias das crianças mortas em uma escola na cidade de Uvalde, no Texas.

Mas Biden, o negociador, tem se destacado por sua ausência na guerra verbal sobre o controle de armas que se seguiu ao tiroteio, deixando seus líderes do Partido Democrata no Congresso falarem por ele.

Até agora, Biden, 79, relutou em se aprofundar nos detalhes do debate sobre o controle de armas, uma decisão que tem mais a ver com política calculada do que uma aversão pessoal.

O presidente, que perdeu uma filha pequena em um acidente de carro e um filho adulto com câncer, leva muito a sério seu papel de "consolador-chefe".

Ele gostaria de acreditar que os americanos podem superar sua profunda divisão considerando as 19 crianças e dois professores mortos por um atirador de 18 anos na escola de Uvalde, onde ele e sua esposa, Jill, irão visitar.

- Cálculo político -

Por enquanto, Biden se concentrou no lado emocional da tragédia: "Quando, em nome de Deus, vamos vencer o lobby das armas?", exclamou ele na terça-feira.

Mas por trás dessa emoção, há um cálculo político: ele quer que o Congresso aprove um projeto de lei que reforce as verificações de antecedentes criminais e psiquiátricos dos compradores de armas, e que proíbe rifles de assalto e munição de alta capacidade.

"Fizemos nossa parte... Mas agora precisamos da ajuda do Congresso", disse sua porta-voz, Karine Jean-Pierre, na quinta-feira.

A Casa Branca acredita que envolver Biden nas negociações em um momento em que as pesquisas mostram baixa popularidade provavelmente prejudicaria um processo legislativo delicado.

As 50 cadeiras democratas no Senado, que apoiam uma ampla gama de ações para aumentar o controle de acesso à armas, terão que conquistar os republicanos, que detêm o mesmo número de cadeiras, para atingir o limite de 60 votos exigido para qualquer projeto tornar-se lei.

- 'Apenas o mínimo' -

O governo também argumenta que uma lei federal teria um impacto mais profundo do que uma ordem executiva, que não seria obrigatória para todos os estados.

Mas vários grupos que defendem o controle de armas dizem que o presidente precisa se envolver mais.

Igor Volsky, diretor executivo da Guns Down America, disse no Twitter que Biden poderia criar uma agência da Casa Branca dedicada especificamente a armas de fogo, viajar pelo país para se encontrar com comunidades afetadas, receber ativistas no Salão Oval e fazer lobby pessoalmente com membros do Congresso.

"Isso é 'literalmente apenas o mínimo' que um presidente que se candidatou com promessas de prevenção da violência armada deve fazer", disse ele.

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