Biden consolida vitória levando o Arizona, mas transição segue no limbo por causa de Trump

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O triunfo de Biden no Arizona dá ao democrata 290 votos no Colégio Eleitoral, que determina o vencedor – mais do que os 270 necessários. (Photo: The Washington Post via Getty Images)
O triunfo de Biden no Arizona dá ao democrata 290 votos no Colégio Eleitoral, que determina o vencedor – mais do que os 270 necessários. (Photo: The Washington Post via Getty Images)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, consolidou sua vitória eleitoral conquistando o estado crucial do Arizona na noite de quinta-feira, mas a transição de seu governo continua em um limbo político porque o presidente Donald Trump se recusa a aceitar a derrota.

Projeções mostraram Biden vencendo no Arizona depois de mais de uma semana de contagem de votos, disse a consultoria Edison Research. Ele se tornou o segundo candidato presidencial democrata em 7 décadas a vencer no Estado tradicionalmente republicano.

O triunfo de Biden no Arizona dá ao democrata 290 votos no Colégio Eleitoral, que determina o vencedor – mais do que os 270 necessários. Biden também está vencendo a votação popular por mais de 5,3 milhões de votos, ou 3,4 pontos percentuais.

Faltando poucos Estados que ainda contam votos, a matemática eleitoral é desalentadora para Trump, que alega sem provas que a eleição foi maculada por uma fraude generalizada.

Para anular a vantagem de Biden, o republicano Trump teria que superar sua dianteira em ao menos três dos Estados-chave.

Nesta quinta, a exemplo de líderes europeus e outros países asiáticos, o governo chinês parabenizou Biden, reconhecendo sua vitória. “Respeitamos a escolha do povo americano. Ampliamos as congratulações ao senhor Biden e à senhora Harris”, disse o porta-voz da chancelaria chinesa Wang Wenbin em uma entrevista coletiva de rotina.

“Entendemos que os resultado da eleição norte-americana será determinado de acordo com as leis e procedimento norte-americanos”, acrescentou.

A equipe de Trump iniciou ações civis que contestam a contagem de votos em vários Estados, mas algumas já foram descartadas pelos juízes. Especialistas legais disseram que o litígio tem pouca chance de alterar o desfecho, e autoridades eleitorais estaduais disseram não ter visto indícios de irregularidades graves ou fraude.

Processo de transição travado

A recusa de Trump de aceitar o resultado da eleição de 3 de novembro travou o processo de transição para um novo governo. A agência federal que normalmente liberaria fundos para um presidente eleito, a Administração de Serviços Gerais, ainda não reconheceu Biden como o vencedor.

Seu escolhido como chefe de gabinete, Ron Klain, disse ao canal MSNBC na quinta-feira que receber os fundos de transição é importante, dado que o governo dos EUA lançará uma campanha de vacinação contra o coronavírus no início do ano que vem.

“Quanto mais cedo conseguirmos colocar nossos especialistas em transição em reuniões com o pessoal que está planejando a campanha de vacinação, mais suave pode ser uma transição de uma presidência Trump para uma presidência Biden”, explicou Klain.

Biden deve se encontrar novamente com os conselheiros de transição nesta sexta-feira enquanto elabora sua abordagem para a pandemia e se prepara para revelar seus principais indicados, incluindo membros do gabinete.

A maioria dos republicanos apoiou publicamente o direito de Trump de recorrer aos tribunais e se recusou a reconhecer Biden como vencedor, mas figuras do partido disseram que o democrata deveria ser tratado como presidente eleito e vários senadores disseram que Biden deveria receber informes de inteligência.

Isolado, Bolsonaro ironiza vitória de Biden

Também na quinta, o presidente Jair Bolsonaro questionou em comentário a apoiadores o resultado das eleições americanas, cinco dias após Biden ter sido declarado vencedor.

Em conversas com apoiadores no Palácio da Alvorada, transmitida pelas redes sociais, Bolsonaro perguntou a um simpatizante se estava acompanhando as eleições de lá. “Qual a tua opinião das eleições americanas?”, questionou.

Em resposta, um dos apoiadores disse que estava triste, ainda chorando, porque era a favor de Trump. Ao que Bolsonaro replicou: “Mas já acabou, já acabaram as eleições?”, esboçando um riso no rosto e depois posar para fotos.

O presidente ―defensor fervoroso da reeleição do republicano Donald Trump― ainda não reconheceu a vitória de Biden.

Este artigo apareceu originalmente no HuffPost Brasil e foi atualizado.

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