Biden convida mais de 100 países para cúpula virtual sobre a democracia

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Desde a chegada de Joe Biden à Casa Branca, sua política externa tem se concentrado na luta entre democracias e "autocracias" (AFP/Brendan Smialowski)
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O presidente americano, Joe Biden, convidou 110 países, entre eles o Brasil, para uma cúpula virtual sobre a democracia em dezembro, incluindo grandes aliados ocidentais, mas também Iraque, Índia e Paquistão, segundo uma lista publicada no site do Departamento de Estado.

A China, principal rival dos Estados Unidos, não foi convidada, enquanto Taiwan, sim - uma medida que irritou Pequim.

Taiwan agradeceu ao presidente Joe Biden pelo convite.

"Com esta reunião de cúpula, Taiwan pode compartilhar sua história democrática de sucesso", afirmou o porta-voz da presidência, Xavier Chang, em um comunicado.

O governo da China respondeu de maneira rápida.

"A China mostra sua firme oposição ao convite americano às autoridades de Taiwan", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian. Ele insistiu que Taiwan é "uma parte inalienável do território chinês".

Taiwan, ilha governada de forma democrática e reivindicada por Pequim, é foco de tensões entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China.

A Turquia, que assim como os Estados Unidos, é país-membro da Otan, está ausente da lista de países participantes.

Do Oriente Médio, apenas Israel e Iraque foram convidados para este encontro virtual organizado por Biden em 9 e 10 de dezembro. Aliados árabes tradicionais dos Estados Unidos como Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Catar ou Emirados Árabes Unidos não foram chamados.

O presidente dos Estados Unidos convidou o Brasil do presidente Jair Bolsonaro.

Na Europa, a Polônia será representada, apesar de tensões recorrentes com Bruxelas sobre o respeito ao Estado de Direito, embora a Hungria, liderada pelo controverso primeiro-ministro Viktor Orbán, não esteja na lista do Departamento de Estado.

Já na África, estão entre os convidados a República Democrática do Congo, Quênia, África do Sul, Nigéria e Níger.

Desde a chegada de Biden à Casa Branca em janeiro, sua política externa tem se concentrado na luta entre democracias e "autocracias", como China e Rússia.

Nesse sentido, a "Cúpula pela Democracia" é uma de suas prioridades, assim como uma de suas promessas de campanha.

- "Democracias em declínio" -

"Para uma primeira cúpula (...) há boas razões para ter uma ampla gama de atores presentes: isso permite uma melhor troca de ideias", disse Laleh Ispahani, da Open Society Foundations, à AFP, antes da publicação da lista.

Segundo Ispahani, além de realizar uma reunião anti-China, país que ele classifica como uma "oportunidade perdida", Biden deve aproveitar essas reuniões para "atacar a crise que representa o sério declínio da democracia em todo o mundo, mesmo para modelos relativamente robustos como o dos Estados Unidos".

Esta cúpula foi organizada diante dos muitos contratempos que a democracia sofreu nos últimos meses em países onde os Estados Unidos tinham grandes esperanças.

Entre eles Sudão e Mianmar, com cenas de golpes militares; A Etiópia, apanhada em conflito sob o risco de "implodir", segundo Washington; assim como o Afeganistão, onde o Talibã assumiu o poder depois que os Estados Unidos deixaram o país após 20 anos de esforços de democratização.

Os próprios Estados Unidos foram incluídos na lista de "democracias em declínio" pela primeira vez, principalmente devido à era Trump, de acordo com um relatório da organização International IDEA, com sede em Estocolmo.

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