Biden descarta elevação e mantém teto de refugiados dos EUA em 15 mil

Steve Holland
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Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um decreto nesta sexta-feira para manter o teto anual de refugiados recebidos pelos país em 15 mil, uma cifra historicamente baixa, disse uma autoridade de alto escalão, rejeitando um plano que vinha cogitando para elevá-lo a 62.500.

O teto foi estabelecido por seu antecessor republicano, Donald Trump, como parte de sua pauta anti-imigração. Dois meses atrás, Biden cogitou elevá-lo a 62.500, e mais cedo nesta sexta-feira um grupo de parlamentares democratas renovou os apelos para que ele agisse.

Segundo uma determinação presidencial de emergência assinada por Biden, os EUA oferecerão status de refugiado a uma parte mais ampla do mundo do que a permitida por Trump, disse o funcionário, sob condição de anonimato.

Este ainda disse que o país usará toda a cota de 15 mil do decreto de Biden e que autoridades estão preparadas para consultar o Congresso caso exista necessidade de aumentar o número de acessos para tratar de emergências imprevistas.

A análise feita pela equipe de Biden do Programa de Acolhimento de Refugiados herdado do governo anterior revelou que "foi ainda mais dizimado do que pensávamos, exigindo uma grande reformulação para poder retornar aos números com os quais nos comprometemos", disse o funcionário.

"Este retorno acontece e está acontecendo e nos permitirá apoiar números muito superiores de acessos em anos futuros".