Biden diz que ódio não terá a "última palavra" e quer responsabilizar redes sociais

O presidente dos EUA, Joe Biden, beija Susan Bro, cuja filha Heather Heyer foi morta em uma manifestação de extrema-direita na Virgínia. REUTERS/Kevin Lamarque

Por Andrea Shalal e Jarrett Renshaw

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu que os norte-americanos se manifestem contra o racismo e o extremismo durante uma cúpula na Casa Branca nesta quinta-feira, e disse que pedirá ao Congresso que faça mais para responsabilizar as empresas de redes sociais por espalhar o ódio.

"Os supremacistas brancos não terão a última palavra", disse Biden na cúpula "Unidos Estamos", com a presença de líderes locais bipartidários, especialistas e sobreviventes.

Biden disse que os Estados Unidos há muito experimentam uma "linha de ódio" contra grupos minoritários, que recebeu "oxigênio demais" pela política e pela mídia nos últimos anos.

"É tão importante que continuemos gritando", disse ele. "É tão importante que as pessoas saibam que não somos quem somos."

O evento também reconheceu comunidades que sofreram com crimes de ódio, incluindo os atentados a tiros em uma boate gay em Orlando em 2016, e em um supermercado de Buffalo, em Nova York, no início deste ano, no qual 10 negros foram mortos a tiros por um racista declarado.

Os crimes de ódio nos Estados Unidos atingiram uma alta de 12 anos em 2020, ano em que estão disponíveis os últimos dados, disse o FBI no ano passado.

Biden foi apresentado por Susan Bro, mãe de Heather Heyer, que foi morta durante um uma manifestação de nacionalistas brancos em agosto de 2017 em Charlottesville, na Virgínia. "Seu assassinato ressoou em todo o mundo, mas o ódio não começou nem terminou ali", disse Bro.

Os participantes aplaudiram Biden de pé quando ele disse que quer que o Congresso "responsabilize as empresas de redes sociais por espalhar o ódio".

"Estou pedindo ao Congresso que acabe com a imunidade especial para empresas de rede social, e imponha requisitos de transparência muito mais fortes a todas elas", disse Biden.

((Tradução Redação São Paulo))

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