Biden diz que impeachment de Trump é 'uma decisão do Congresso'

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O presidente eleito, Joe Biden,durante coletiva de imprensa em Wilmington, Delaware, 8 de janeiro de 2021

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que é "uma decisão do Congresso" iniciar ou não um processo de impeachment contra Donald Trump, mas ressaltou que a forma mais rápida de tirá-lo do cargo é com a posse do novo governo em 12 dias.

"A forma mais rápida de que isto ocorra é prestarmos juramento", disse o democrata, que será empossado em 20 de janeiro.

"O que de fato ocorrer antes ou depois é uma decisão que o Congresso deve tomar. Mas é isso que estou esperando: que ele deixe o cargo", afirmou.

Biden se referiu ao tema durante coletiva de imprensa em seu reduto, em Wilmington, Delaware, dois dias depois de Trump incitar uma multidão de apoiadores a marchar rumo ao Congresso para reverter sua derrota nas eleições presidenciais de novembro.

A invasão violenta, que deixou cinco mortos, não impediu, no entanto, a certificação da vitória de Biden pelo Congresso.

Os líderes democratas advertiram que querem a renúncia de Trump, caso contrário tomarão "medidas" para tentar destituir o presidente republicano pela segunda vez durante seu mandato.

Até agora, há pouco apoio entre os republicanos, embora muitos também tenham condenado energicamente o comportamento de Trump.

Biden se pronunciou amplamente pela primeira vez sobre um eventual processo de julgamento político contra Trump, ou sobre tentar persuadir o vice-presidente, Mike Pence, a invocar a 25ª Emenda da Constituição, que autoriza a destituir um presidente caso ele não seja considerado apto para o cargo.

A hesitação do presidente eleito em apoiar seu partido em um novo impeachment de Trump é um reflexo do desafio colossal que ele terá pela frente para curar as profundas divisões na sociedade americana.

"Vamos fazer nosso trabalho e o Congresso pode decidir como proceder", declarou Biden.

Os democratas na Câmara de Representantes, que já submeteram Trump a um processo de destituição em 2019, do qual foi absolvido pela maioria republicana no Senado, disseram que uma segunda acusação contra o presidente poderia estar pronta para ser votada na semana que vem.

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