Biden diz que Indo-Pacífico livre é essencial em encontro com líderes de Índia, Japão e Austrália

David Brunnstrom e Michael Martina e Jeff Mason
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Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca

Por David Brunnstrom e Michael Martina e Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, encontrou-se nesta sexta-feira com líderes de Índia, Japão e Austrália, um grupo central para seus esforços para se contrapor ao poder militar e econômico crescente da China, e disse que uma região do Indo-Pacífico livre e aberta é essencial para o futuro de todos.

A Casa Branca diz que a reunião virtual dos países conhecidos como Quad, a primeira entre seus líderes, mostra a importância que Biden atribui à região do Indo-Pacífico e que se concentrará em maneiras de enfrentar a pandemia de coronavírus, além de cooperar para o crescimento econômico e o combate à crise climática.

"Um Indo-Pacífico livre e aberto é essencial para o futuro de cada um de nós", disse Biden na Casa Branca. "Os Estados Unidos estão comprometidos a trabalhar com vocês, nossos parceiros, e todos os nossos aliados na região, para obter estabilidade."

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, disse querer que os quatro "sigam em frente com força rumo à concretização de um Indo-Pacífico livre e aberto, e façam uma contribuição visível à paz, estabilidade e prosperidade da região, incluindo superar o coronavírus".

Índia e Austrália também enfatizaram a importância da cooperação de segurança regional, reforçada por reuniões anteriores de escalões mais baixos dos quatro países.

Uma autoridade graduada dos EUA disse aos repórteres antes do encontro que este envolveria "uma conversa honesta e aberta sobre o papel da China na arena global", fazendo referência a "desafios na região" ao comércio livre e aberto.

O governo Biden diz que as nações do Quad anunciarão acordos de financiamento em apoio a um aumento da capacidade produtiva para vacinas contra o coronavírus na Índia, algo que Nova Délhi pede para se contrapor à crescente diplomacia da vacina da China.

Autoridades norte-americanas dizem que os países também criarão um grupo de especialistas para ajudar a distribuir vacinas na região, além de grupos de trabalho para a cooperação contra a mudança climática, padrões tecnológicos e o desenvolvimento conjunto de tecnologias emergentes.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, e o secretário de Estado, Antony Blinken, irão ao Alasca na semana que vem para se encontrar com o principal diplomata chinês, Yang Jiechi, e com o conselheiro de Estado Wang Yi, o primeiro contato pessoal de alto nível entre as duas maiores economias na gestão Biden.

(Reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka em Tóquio)