EUA não vão tentar derrubar Putin, diz Biden em artigo no 'New York Times'

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Em um artigo detalhando quais os objetivos dos EUA contra a Rússia na guerra na Ucrânia, o presidente Joe Biden assegurou nesta terça-feira que Washington não busca provocar a deposição do presidente Vladimir Putin, mas fortalecer Kiev na mesa de negociações. Para tanto, anunciou que os EUA fornecerão à Ucrânia foguetes avançados para forçar Moscou a negociar o fim do conflito.

"Por mais que eu discorde de Putin e ache suas ações ultrajantes, os EUA não tentarão fazer com que seja deposto em Moscou", escreveu no artigo publicado pelo New York Times.

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Elogiando a coragem do povo ucraniano, Biden afirmou que os EUA não vão pressionar Kiev a fazer concessões territoriais, lembrando que foi o próprio líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, que apontou a diplomacia como único meio possível para pôr fim ao conflito. Segundo Biden, as negociações porque a Rússia continua a travar uma guerra para assumir o controle do máximo possível da Ucrânia.

"Toda negociação reflete a situação no terreno. Atuamos rapidamente para enviar à Ucrânia uma quantidade significativa de armas e munições para que o país possa lutar no campo de batalha e estar na posição mais forte o possível na mesa de negociação", disse, acrescentando: "É por isso que decidimos fornecer aos ucranianos sistemas de foguetes e munições mais avançados que vão lhes possibilitar atacar de forma mais precisa alvos-chave no campo de batalha na Ucrânia."

Na segunda-feira, Biden havia descartado o envio de sistemas de lançamento de foguetes que pudessem alcançar a Rússia. Uma autoridade graduada do governo americano disse que o armamento fornecido incluiria o Sistema de Foguete de Artilharia de Alta Mobilidade M142 (HIMAR, na sigla em inglês), que são múltiplos lança-foguetes montados em blindados leves. Há um mês, o comandante das Forças Armadas da Ucrânia disse que o sistema era "crucial" para conter os ataques de mísseis da Rússia.

Os sistemas usarão munições guiadas de precisão com alcance de 80 km, indicou a autoridade sob condição de anonimato. O equipamento faz parte de um novo componente da ajuda militar dos EUA à Ucrânia no total de US$ 700 milhões, cujos detalhes serão divulgados nesta quarta-feira.

Questionadas sobre a possibilidade de que tais armas abram caminho para um conflito direto entre os EUA e a Rússia, autoridades do governo americano disseram que Kiev garantiu que os mísseis não serão usados para atacar dentro de território russo, algo reiterado por Biden: "Não estamos encorajando ou possibilitando que a Ucrânia ataque para além de suas fronteiras. Não queremos prolongar a guerra apenas para infligir dor à Rússia", declarou no artigo.

Ele também reiterou que os EUA "não estão procurando uma guerra entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Rússia", afirmando que, desde que os EUA ou seus aliados não sejam atacados, não haverá engajamento direto no conflito, "seja pelo envio de soldados americanos para lutar na Ucrânia ou pelo ataque contra forças russas".

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No artigo, Biden afirmou que os EUA continuarão a fornecer bilhões de dólares em ajuda ao país invadido e que as sanções contra o governo russo continuarão em vigor. Ele também prometeu continuar reforçando o flanco oriental da Otan com forças dos Estados Unidos e de outros aliados. Ele saudou o pedido da Finlândia e da Suécia para ingressar na aliança militar.

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Biden diz que é interesse dos EUA preservar a paz na Europa. E acredita que, "se a Rússia não pagar um alto preço por suas ações, enviará uma mensagem a outros possíveis agressores de que estes também podem tomar territórios e subjugar outros países". Com isso, diz ele, deixaria em risco a sobrevivência de outras democracias pacíficas, marcando o fim da ordem internacional baseada em regras, "com consequências catastróficas em todo o mundo".

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Biden também envia aos leitores que observem o que chamou de uma "mensagem bem clara": qualquer uso de armas nucleares neste conflito "seria completamente inaceitável para nós, assim como para o resto do mundo, e acarretaria graves consequências".

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Por último, o presidente americano diz que Putin estava enganado ao não prever a unidade e a força da resposta conjunta à invasão da Ucrânia. E encerra dizendo que, se o russo "espera que vamos vacilar ou quebrar nos próximos meses, ele está igualmente enganado".

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