Biden diz que planeja se candidatar novamente e defende política de fronteira EUA-México

Jarrett Renshaw e Steve Holland
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Presidente dos EUA, Joe Biden, concede entrevista em Washington

Por Jarrett Renshaw e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira que espera se candidatar novamente ao cargo em 2024 e defendeu sua política que oferece abrigo para crianças desacompanhadas que atravessarem a fronteira do país com o México em sua primeira entrevista coletiva solo desde que tomou posse.

Ao aparecer diante de jornalistas por mais de uma hora, Biden parecia estar bem preparado, consultou papéis ocasionalmente e recebeu calmamente as perguntas, um contraste em relação às barulhentas e combativas entrevistas coletivas mantidas por seu antecessor republicano, Donald Trump.

Biden estabeleceu um novo objetivo de aplicar 200 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 nos Estados Unidos em seus primeiros 100 dias no cargo.

O democrata avisou a Coreia do Norte sobre as consequências de lançar dois mísseis balísticos na quinta-feira e disse que estava consultando os aliados dos EUA sobre o caminho para seguir adiante.

O presidente norte-americano ainda buscou baixar o tom da retórica com a China após seus principais assessores trocarem palavras amargas com os equivalentes chineses neste mês.

Aos 78 anos, muitos analistas políticos acreditam que Biden poderia decidir servir por apenas um mandato. Mas, perguntado se planeja concorrer à reeleição, disse que sim, mantendo a vice Kamala Harris como sua companheira de chapa.

"Minha resposta é sim, eu planejo concorrer à reeleição. Essa é minha expectativa", disse. No dia 20 de janeiro, Biden se tornou o presidente norte-americano mais velho a tomar posse na história.

Com dificuldades para conter o aumento no fluxo de imigrantes na fronteira, Biden disse a jornalistas que nenhum governo anterior havia recusado cuidados e abrigos às crianças chegadas do México, exceto o de Trump.

"Eu não vou fazer isso", afirmou Biden, apontando que selecionou Harris para liderar as iniciativas diplomáticas com México, Honduras, Guatemala e El Salvador para tentar estancar o fluxo imigratório.

Ao falar no Salão Leste da Casa Branca, Biden afirmou que seu objetivo inicial de administrar 100 milhões de doses de vacinas em seus primeiros 100 dias de governo foi atingida na semana passada, 42 dias antes do prazo, e que agora ele dobraria a meta.

"Eu sei que é ambicioso, o dobro do nosso objetivo original, mas nenhum outro país do mundo sequer chegou perto", disse o presidente. Biden voltou atrás em um prazo estabelecido para o dia primeiro de maio para retirar as tropas norte-americanas do Afeganistão depois que Trump tentou e fracassou no objetivo antes do fim de seu mandato.

"Vai ser difícil cumprir o prazo de 1º de maio", disse Biden, mas acrescentou: "Não vamos ficar por muito tempo" no Afeganistão, local da guerra mais longa dos Estados Unidos. O presidente democrata afirmou que não acredita que as tropas estarão lá no próximo ano.

(Reportagem adicional de Jeff Mason, Alexandra Alper, Nandita Bose e Andrea Shalal)