Biden e autoridades dos EUA defendem resposta à pandemia apesar de recorde de casos de Covid-19

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Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa em Atlanta
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    Joe Biden
    Presidente dos Estados Unidos

Por Susan Heavey e Maria Caspani

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e importantes autoridades de saúde do país defenderam, nesta terça-feira, a resposta do governo à pandemia, apesar de os casos diários de Covid-19 nos EUA terem atingido um novo recorde, impulsionados em grande parte pela variante altamente contagiosa Ômicron.

Biden, que foi acusado de se concentrar demais nas vacinas em detrimento de ampliamento da capacidade de realização de testes e apoio a sistemas de saúde em dificuldades, disse a repórteres estar "confiante de que estamos no caminho certo" para combater a pandemia.

O aumento nos casos e hospitalizações tem provocado o cancelamento de planos de viagem, fechamento de locais de entretenimento e complicações nos planos para a volta às aulas de estudantes e professores, bem como no retorno de trabalhadores aos escritórios.

Os chefes da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), do Instituto Nacional de Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram que a prolongada batalha contra o vírus deixou clara a necessidade de um acesso mais fácil a testes, melhores terapias e uma vacina mais eficaz contra as variantes do coronavírus.

Janet Woodcock, chefe interina da FDA, reconheceu os desafios das agências em lidar com a pandemia após dois anos, especialmente em meio à Ômicron, mas disse que o foco agora precisa estar em combater o aumento atual de casos.

"Não acho que as abordagens anteriores reflitam o que está acontecendo agora. Acho difícil processar o que realmente está acontecendo agora, que é a maioria das pessoas pegando Covid", disse ela em uma audiência do comitê do Senado.

"E o que precisamos fazer é garantir que os hospitais ainda funcionem, o transporte, outros serviços essenciais não sejam interrompidos enquanto isso acontece. Acho que depois disso será um bom momento para reavaliar como estamos abordando essa pandemia", acrescentou.

Dawn O'Connell, secretária assistente de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, disse na mesma audiência que o governo está trabalhando para enviar aos Estados 500 milhões de testes de Covid-19 encomendados por Biden. O primeiro lote sairá ainda este mês e o restante nos próximos 60 dias.

Senadores democratas e republicanos na audiência lamentaram as preocupações com os testes e outros problemas, mas prometeram apoio às agências e à luta pela frente, incluindo a possibilidade de mais recursos.

Os Estados Unidos relataram 1,35 milhão de novas infecções por coronavírus na segunda-feira, de acordo com uma contagem da Reuters, o total diário mais alto para qualquer país do mundo. Estima-se que a Ômicron represente 98,3% do total de novos casos de coronavírus que circulam no país em 8 de janeiro, informou o CDC nesta terça-feira.

Uma projeção do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington estima que esse número é muito maior devido à probabilidade de que muito mais infecções não sejam identificadas, seja porque as pessoas não apresentam sintomas ou porque não têm acesso a testes.

Após uma onda de casos de Covid-19 que sobrecarregou alguns hospitais no Estado de Nova York, a governadora Kathy Hochul disse na terça-feira que o cenário pode estar mudando.

Embora as novas infecções diárias permaneçam altas, com 48.686 novos casos relatados na segunda-feira, Hochul afirmou que a trajetória de queda oferece um "vislumbre de esperança".

"Parece que podemos estar ultrapassando esse pico", disse a governadora em entrevista coletiva.

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