Biden e Kamala Harris dividem palco central em início de trabalho na Casa Branca

Steve Holland e Nandita Bose e Trevor Hunnicutt
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Biden-Kamala

Por Steve Holland e Nandita Bose e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu depois da eleição de novembro que ele e a vice-presidente Kamala Harris governariam como uma equipe "simpática". Em seus primeiros dias na Casa Branca, os dois estão traçando uma parceria que lembra o trabalho do próprio Biden como número 2 do ex-presidente Barack Obama.

Começa quase todos os dias com um briefing da Casa Branca da assessoria de segurança nacional. Em quase todos os eventos públicos de Biden, Kamala se destaca nas proximidades. A portas fechadas, eles são informados sobre a pandemia de coronavírus e outras questões.

"Ninguém sabe melhor do que o presidente Biden o quão importante e valioso é ter um vice-presidente que pode servir como um conselheiro versátil, uma pessoa da maior confiança", disse Jay Carney, ex-diretor de comunicações de Biden e mais tarde secretário de imprensa de Obama.

Kamala, de 56 anos, é vista como uma candidata natural para a indicação presidencial do Partido Democrata em 2024, caso Biden, de 78 anos, decida não buscar um segundo mandato. Kamala não falou publicamente sobre tais especulações.

Como acontece com todos os vice-presidentes, a questão é se a proximidade de Kamala se traduz em influência e se a lua de mel pode durar.

Os presidentes George W. Bush e Donald Trump desfrutaram de alianças estreitas com seus vices, Dick Cheney e Mike Pence, antes de as relações se deteriorarem ao final dos mandatos. Obama e Biden, que inicialmente não eram muito próximos, orgulhavam-se do que se tornou uma relação de confiança e também de laços familiares.

Aliados dizem que Biden e Kamala estão, por enquanto, focados na pandemia, em vacinar mais pessoas, enquanto trabalham em novas medidas para ajudar a estimular a economia.

Kamala tomou na terça-feira a segunda dose da vacina contra o coronavírus, atraindo câmeras para gravar a injeção como uma forma de tranquilizar os norte-americanos de que a vacina é segura.

Ex-procuradora-geral da Califórnia, Kamala também está usando seus contatos com governadores e prefeitos para ajudar a acelerar a distribuição de vacinas.

Como ex-senadora pela Califórnia e agora com voto de desempate no Senado norte-americano, Kamala deve usar sua influência no Capitólio para ajudar a avançar a agenda de Biden.

Assessores esperam que Kamala também ajude Biden a promover algumas de suas outras prioridades, incluindo uma resposta mais firme do governo à crise econômica, disparidades raciais e mudanças climáticas.

Jill Habig, que atuou como consultora do gabinete de Kamala na procuradoria e na campanha para o Senado, disse que reconhece a abordagem de Kamala em seu novo trabalho.

"Ela é uma colecionadora de dados. Ela tende a mergulhar no início de qualquer projeto. Ela tende a ser realmente visceral, estando em todos os lugares, encontrando todos que pode e absorvendo o máximo de informações que pode", afirmou Jill Habig.

(Reportagem de Steve Holland, Nandita Bose e Trevor Hunnicutt)