Biden e Kamala pedem que norte-americanos salvem a frágil democracia em pronunciamento de 6 de janeiro

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Biden faz pronunciamento no Capitólio em Washington
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    Joe Biden
    Presidente dos Estados Unidos

Por Jeff Mason e Alexandra Alper

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, utilizou o primeiro aniversário do ataque ao Capitólio de Washington nesta quinta-feira para pedir que os norte-americanos protejam a frágil democracia do país defendendo o direito ao voto.

Biden, em pronunciamento no Capitólio, criticou duramente o ex-presidente Donald Trump por espalhar inverdades que alimentaram o ataque violento cometido por apoiadores republicanos duas semanas antes da posse de Biden em 2021.

Faltando 10 meses antes das eleições de meio de mandato, que podem dar o controle de uma ou duas das Casas do Congresso aos republicanos, Biden, um democrata, alertou que o perigo demonstrado há um ano não havia ido embora.

"As mentiras que impulsionaram a raiva e a loucura que vimos neste lugar, elas não desapareceram. Então, temos que ser firmes, resolutos e inflexíveis na defesa do direito ao voto e de ter aquele voto contado", disse Biden no Capitólio de Washington, onde um ano atrás os apoiadores de Trump tentaram reverter os resultados das eleições de 2020.

"Então vamos dar um passo à frente, escrever o próximo capítulo da história norte-americana, onde o 6 de janeiro não marca o fim da democracia, mas o começo de uma renascença, de liberdade e jogo limpo", disse Biden.

Em um pronunciamento antes do discurso de Biden, a vice Kamala Harris também colocou nos holofotes os esforços dos apoiadores de Trump para subverter a democracia, pedindo que o Congresso aprove o projeto de lei de direito ao voto e que os norte-americanos participem.

"Não podemos deixar que nosso futuro seja decidido pelos que estão empenhados em silenciar nossas vozes, em reverter nossos votos, em vender mentiras e desinformação de uma facção radical que pode ter renascido agora, mas cujas raízes são antigas", disse Kamala. "A fragilidade da nossa democracia é essa: se não somos vigilantes, se não a defendermos, a democracia simplesmente não vai permanecer, ela vai fraquejar e fracassar."

Os democratas dizem que a reforma eleitoral federal é necessária para contrariar uma onda de restrições ao voto adotadas no ano passado por Estados liderados pelos republicanos. As leis foram inspiradas nas acusações falsas de Trump sobre fraude generalizada na eleição de 2020, perdidas por ele para Biden por uma margem considerável.

Os norte-americanos votam em números menores do que em muitos países desenvolvidos, como mostram dados históricos, com o comparecimento durante as eleições presidenciais chegando perto de 60% pela maior parte do último século. Os números dispararam nas eleições de 2020 para quase 67%.

Os democratas esperam que um comparecimento maior do eleitorado possa favorecê-los, especialmente já que as mudanças demográficas estão mostrando que a maioria branca está encolhendo no país de cerca de 330 milhões de pessoas.

As iniciativas dos democratas para o projeto de direito ao voto no Congresso pareciam ameaçadas nesta semana, depois que o senador democrata Joe Manchin disse ter pouco interesse em uma estratégia que permitisse que o partido contornasse a oposição republicana.

Biden e seus conselheiros vinham evitando falar diretamente sobre Trump durante o primeiro ano do democrata no poder, mas esta quinta-feira marcou a reviravolta. Biden atacou o "ego machucado" do presidente "derrotado" e a recusa de seus seguidores em aceitar a realidade.

(Reportagem de Jeff Mason, Nandita Bose e Alex Alper)

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