Biden e Kishida promovem papel militar mais forte do Japão na Ásia-Pacífico

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, apresentaram nesta sexta-feira (13) uma postura militar mais forte de Tóquio, como parte do aprofundamento de sua aliança para manter a estabilidade na região Ásia-Pacífico, onde crescem as tensões.

Ao receber Kishida no Salão Oval, Biden declarou: "os valores democráticos compartilhados são a fonte de nossa força, a fonte de nossa aliança".

Acrescentou que discutiriam "a modernização da aliança militar" e saudou o "histórico incremento no gasto de defesa do Japão e a nova estratégia de segurança nacional".

"Permita-me ser muito claro: os Estados Unidos estão total, inteira e completamente comprometidos com esta aliança e ainda mais importante, com a defesa do Japão", garantiu Biden.

Em dezembro, Tóquio modificou sua estratégia de defesa com a promessa de aumentar o gasto até 2% do PIB para 2027, bem como maiores capacidades de força diante da imprevisível Coreia do Norte - armada com a bomba atômica - e da cada vez mais dominante China.

"Japão e Estados Unidos enfrentam atualmente o contexto mais desafiador e complexo de sua história recente em matéria de segurança", disse Kishida à Biden.

A nova postura de defesa do Japão vai "garantir a paz e a prosperidade na região", acrescentou o primeiro-ministro japonês.

É a primeira visita a Washington do premiê, em um ano em que o Japão preside o G7. Kishida iniciou uma turnê pelos integrantes do grupo, exceto Alemanha.

O Japão tem adotado oficialmente uma postura pacifista desde sua derrota na Seguran Guerra Mundial, mas se afasta cada vez mais das velhas sensibilidades à medida que a China ganha força e que a Coreia do Norte acelera seu programa de testes de mísseis.

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