Biden e Macron botam panos quentes em relação diplomática após crise dos submarinos

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  17-06-2014, 10h00: O vice presidente americano Joe Biden durante declaração à imprensa na Embaixada Americana em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 17-06-2014, 10h00: O vice presidente americano Joe Biden durante declaração à imprensa na Embaixada Americana em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Casa Branca divulgou nesta quarta-feira (22) um comunicado em que afirma que os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron, concordaram em abrir um processo de consultas aprofundadas "para garantir a confiança e propor medidas concretas em direção a objetivos comuns".

O documento diz que os dois líderes conversaram por telefone "a fim de discutir as implicações do anúncio de 15 de setembro". Na data mencionada, os EUA divulgaram um acordo realizado com Reino Unido e Austrália para a construção de submarinos nucleares que deu origem a uma crise diplomática entre Washington e Paris.

O problema para os franceses é que a nova parceria australiana com americanos e britânicos representa o cancelamento de um contrato assinado entre Austrália e França em 2016, que chegaria a US$ 90 bilhões (R$ 475 bilhões, pelo câmbio atual). O acordo também é um golpe para as ambições de Paris de fortalecer sua presença na região do Indo-Pacífico, palco de disputas territoriais —entre outras— envolvendo a China.

O comunicado de Washington afirma que Biden e Macron concordaram que "a situação teria sido beneficiada por consultas abertas entre aliados sobre questões de interesse estratégico para a França" e outros parceiros europeus dos EUA.

Na semana passada, o líder americano havia mencionado a França como “parceiro e aliado-chave”, mas o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian, disse que o anúncio do acordo "foi uma punhalada nas costas" e que Biden agiu como o ex-presidente Donald Trump, de maneira " unilateral, brutal, imprevisível".

Segundo a Casa Branca, Biden e Macron concordaram em se encontrar na Europa no final de outubro, e o francês decidiu que seu embaixador retornará a Washington já na próxima semana, um gesto diplomático que bota panos quentes na relação entre os dois países. No jargão das relações internacionais, convocar um embaixador é um movimento que expressa forte insatisfação com o país que abriga os diplomatas.

É possível que os dois líderes se reúnam por ocasião da cúpula do G20 na Itália, marcada para os dias 30 e 31 de outubro, mas funcionários da Casa Branca disseram ao jornal New York Times que o encontro pode ocorrer de forma separada, como um passo para reparar os danos provocados pela crise.

A Casa Branca disse ainda que Biden "reafirma a importância estratégica do envolvimento francês e europeu na região do Indo-Pacífico" e que os EUA reconhecem a "importância de uma defesa europeia mais forte" complementar à Otan (aliança militar do Ocidente).

"No quadro da sua luta conjunta contra o terrorismo, os Estados Unidos comprometem-se a reforçar o seu apoio às operações de contraterrorismo no Sahel conduzidas por Estados europeus", diz o comunicado divulgado nesta quarta. A França mantém uma considerável operação militar visando o combate a facções terroristas no Sahel, ao mesmo tempo em que tem alguns pontos de disputa com os chineses, em particular acerca da influência sobre ex-colônias na África.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos