Biden e Truss prometem parceria contra Rússia e problemas econômicos

A nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, entra na residência de Downing Street, em Londres.

Por Steve Holland e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou por telefone na terça-feira com Liz Truss, para parabenizá-la por se tornar a nova primeira-ministra do Reino Unido, e os dois líderes prometeram fortalecer seu relacionamento enquanto se unem contra a Rússia.

"Estou ansioso para aprofundar a relação especial entre nossos países e para trabalhar em estreita cooperação nos desafios globais, incluindo o apoio contínuo à Ucrânia enquanto ela se defende contra a agressão russa", disse Biden em um tuíte.

Os dois líderes falaram por telefone na tarde de terça-feira e podem se encontrar já na Assembleia Geral da ONU, no final de setembro.

O gabinete da primeira-ministra disse em comunicado que discutiu o aprofundamento da cooperação com a Otan e o acordo de segurança entre EUA, Austrália e Reino Unido, estabelecido no ano passado como uma reação à China. Truss espera "trabalhar de perto com o presidente Biden como líderes de democracias livres para enfrentar desafios compartilhados, particularmente os problemas econômicos extremos desencadeados pela guerra de Putin", disse o comunicado britânico.

Truss venceu uma corrida pela liderança do Partido Conservador na segunda-feira e assumiu o cargo de primeiro-ministro na terça-feira, enquanto o Reino Unido enfrenta seu conjunto de desafios mais assustador em décadas.

Também nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro cumprimentou Truss por sua escolha por meio de uma publicação no Twitter, e afirmou que os dois países podem "realizar muito através da cooperação". "Tenha certeza que eu e meu governo estamos prontos para trabalhar com a senhora e com o seu governo no fortalecimento de nossas relações e na construção de uma parceria cada vez mais sólida, com destaque para a economia, o comércio e a defesa da democracia", tuitou Bolsonaro. Os cumprimentos do brasileiro ocorrem pouco depois da primeira-ministra ser empossada, em contraste com a demora em parabenizar, por exemplo, o atual presidente dos Estados Unidos quando foi eleito.

((Tradução Redação São Paulo))

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