Biden entrega medalhas a heróis de 6 de janeiro que “não vacilaram”

Presidente dos EUA, Joe Biden, concede a Medalha Presidencial do Cidadão à funcionária eleitoral da Georgia Ruby Freeman

Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, Joe Biden, marcou nesta sexta-feira o segundo aniversário do ataque ao Capitólio com uma cerimônia de premiação para as pessoas que lutaram para defender a democracia dos Estados Unidos contra agressores que, segundo ele, foram “alimentados por mentiras” sobre a eleição presidencial de 2020.

O democrata Biden entregou a “Medalha Presidencial do Cidadão” a 14 pessoas, algumas em homenagem póstuma, e deu declarações em uma cerimônia na Casa Branca, enquanto os republicanos, muitos deles leais ao ex-presidente Donald Trump, sofriam pelo quarto dia consecutivo para eleger um presidente da Câmara dos Deputados.

“Foi tudo alimentado por mentiras sobre a eleição de 2020, mas neste dia, dois anos atrás, nossa democracia resistiu porque nós, o povo, não vacilamos”, disse Biden.

A Casa Branca acrescentou dois nomes à lista nesta sexta-feira, que tiraram suas próprias vidas depois de 6 de janeiro, o policial do Capitólio Howard Liebengood e o policial de Washington Jeffrey Smith.

Os homenageados também incluíram o presidente da Câmara do Arizona, Rusty Bowers, e a secretária de Estado de Michigan, Jocelyn Benson, que resistiram à pressão para reverter os resultados da eleição de 2020 em seus Estados, o policial do Capitólio Eugene Goodman, que desviou os agressores do plenário do Senado, enquanto os parlamentares se retiravam, e a funcionária eleitoral da Georgia Ruby Freeman, acusada falsamente por Trump de fraude eleitoral.

Apoiadores de Trump atacaram a polícia, quebraram barricadas e entraram no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, em uma tentativa sem sucesso de impedir que o Congresso certificasse a vitória de Biden na eleição de 2020. Trump, que anunciou mais uma candidatura à Presidência para 2024, continua alegando de maneira falsa que a eleição de 2020 foi roubada dele por causa de fraude generalizada.

Pouco antes da invasão, Trump, em seus últimos dias como presidente, fez um discurso perto da Casa Branca incentivando seus apoiadores a marcharem ao Capitólio. Cinco pessoas morreram durante o distúrbio e mais de 140 policiais ficaram feridos. Um painel da Câmara dos EUA investigando o ataque disse mês passado que Trump deveria ser criminalmente indiciado pelo seu papel em provocar a violência.

(Reportagem de Jeff Mason)