Biden está com Covid-19 e tem sintomas leves, diz Casa Branca

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está com Covid-19 e tem sintomas leves, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, em comunicado. Biden, de 79 anos, teve um teste de resultado positivo e começou a tomar o tratamento Paxlovid da Pfizer Inc. para a doença, disse ela. O presidente, que tomou a quarta dose da vacina em março, se isolará na Casa Branca enquanto continua suas funções, acrescentou.

"Estou muito bem", tuitou Biden após a notícia, acrescentando que está "ocupado" e postando uma foto em que aparece em um escritório da Casa Branca com uma caneta nas mãos.

O médico do presidente, Kevin O'Connor, afirmou em uma carta que Biden está sofrendo de fadiga, coriza e tosse seca ocasional. "O presidente está totalmente vacinado e duas vezes reforçado, então prevejo que responderá favoravelmente, como a maioria dos pacientes protegidos ao máximo", disse O'Connor no documento.

A primeira-dama, Jill Biden, obteve teste de resultado negativo nesta manhã, de acordo com Michael LaRosa, seu porta-voz.

O presidente tinha viagem marcada para a Pensilvânia nesta quinta-feira, onde faria um discurso sobre violência com armas de fogo, e depois viajaria para sua casa em Wilmington, no estado de Dellaware, onde ele deveria ficar no fim de semana. A Casa Branca afirmou que a viagem para a Pensilvânia foi cancelada.

Biden tem participado de atos por todo o país, à medida que se aproximam as eleições legislativas de novembro, quando o Partido Democrata risco de perder a maioria no Senado e, talvez, na Câmara dos Deputados. Biden também viajou recentemente para o Oriente Médio, visitando Israel e a Arábia Saudita na semana passada.

Várias pessoas do círculo do presidente americano já tiveram o coronavírus recentemente, incluindo a vice-presidente, Kamala Harris, que teve a doença assintomática em abril deste ano.

Antes dela, seu marido, Doug Emhoff, o diretor de comunicação de Harris, Jamal Simmons, a então secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, e a então vice-secretária de Imprensa, Karine Jean-Pierre, divulgaram seus testes positivos para Covid-19.

Os casos de Covid-19 têm aumentado nos Estados Unidos nas últimas semanas, por causa da cepa Ômicron e suas variantes. O país tem registrado uma média de 127.758 casos por dia, segundo o New York Times, um aumento de 18% em relação a duas semanas atrás. São 41.852 hospitalizações por dia, aumento de 19% na mesma comparação, e as mortes diárias estão em 426, um crescimento de 32%.

Apesar da ampla disponibilidade de vacinas, boa parte dos americanos continua resistente à imunização, em especial em redutos republicanos e mais conservadores, onde o negacionismo tem maior penetração. Até hoje, apenas 61,7% dos americanos tomaram as duas doses, no país que é campeão mundial de casos e mortes na pandemia que começou no início de 2020: foram até agora 90,05 milhões de infecções, de acordo com o site Our World in Data, da Universidade de Oxford, e 1,02 milhão de óbitos.

No Brasil, em comparação, 79,2% da população tomaram as duas doses. Na França, foram 78,6%, e em Portugal, 86,4%. No México e no Canadá, vizinhos aos EUA, a proporção de vacinados com duas doses também é maior, de 63,1% e 82,5%, respectivamente.

A persistência global da pandemia também provocou a infecção recente de outros dirigentes, como o francês Emannuel Macron e o canadense Justin Trudeau.

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