Biden fará primeira participação presencial em talk show como presidente dos Estados Unidos

O presidente americano, Joe Biden, fará sua primeira participação presencial em um talk show desde que assumiu o governo, em janeiro de 2021. Nesta quarta-feira, ele estará no programa “Jimmy Kimmel Live!”, do canal ABC, que será gravado em Los Angeles, onde o presidente estará também para a realização da Cúpula das Américas.

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Em dezembro do ano passado, Biden já havia participado do programa “The Tonight Show”, da NBC, dando uma entrevista ao apresentador Jimmy Fallon, mas remotamente.

Nesta quarta-feira, Biden fará o discurso de abertura da Cúpula das Américas, na quinta-feira, na qual lançará um plano de migração, segundo o diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental, Juan Gonzalez. Segundo a Casa Branca, líderes governamentais de todo o hemisfério se reunirão para discutir questões econômicas, mudanças climáticas, crise migratória e a pandemia de Covid-19.

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Considerada pelos organizadores da Cúpula das Américas uma das grandes prioridades do evento de Los Angeles, a proposta de uma declaração em defesa da democracia e da proteção aos direitos humanos receberá o apoio do Brasil. A previsão é de que o presidente Jair Bolsonaro assine o documento.

Há grande expectativa em relação a esse ponto por conta das críticas de Bolsonaro, sem provas, ao sistema eleitoral brasileiro, apesar de vários testes garantindo a segurança das urnas eletrônicas, chancelada inclusive pela Polícia Federal.

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Porém, segundo pessoas próximas da organização da viagem, se durante o encontro bilateral que ele terá com o presidente americano, Joe Biden, esse tema for levantado, o mandatário brasileiro argumentará que Brasil e Estados Unidos são grandes parceiros na defesa da democracia na região.

Ao serem questionadas sobre as insinuações de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral, autoridades americanas afirmam que confiam nas instituições brasileiras. No entanto, o assunto voltou à tona no início do mês passado, quando uma agência de notícias publicou a informação de que, em julho de 2021, em uma visita a Brasília, o diretor-geral da Central de Inteligência dos EUA (CIA), Williams Burns, pediu que o governo brasileiro parasse de questionar a integridade das eleições no país. A notícia foi desmentida por Bolsonaro. O governo americano não se manifestou.

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