Biden leva ajuda aos palestinos, mas nenhum novo plano de paz

Presidente dos EUA, Joe Biden, se reúne com presidente palestino, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia

Por Steve Holland e Ali Sawafta

BELÉM, Cisjordânia (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta sexta-feira não desistir dos esforços para encerrar o conflito israelo-palestino de décadas, embora não tenha oferecido novas propostas para reiniciar o diálogo político paralisado entre os dois lados.

Ao encerrar a primeira etapa de uma viagem ao Oriente Médio antes de partir para a Arábia Saudita, Biden visitou um hospital em Jerusalém Oriental e prometeu um pacote de 100 milhões de dólares para vários anos de ajuda financeira e técnica.

Mas depois de uma reunião com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na cidade de Belém, na Cisjordânia, ele reconheceu que a criação de um Estado palestino independente continua sendo uma perspectiva distante.

"Mesmo que o terreno não esteja oportuno neste momento para reiniciar as negociações, os Estados Unidos e meu governo não desistirão de tentar aproximar os dois lados", disse ele.

Abbas afirmou que as perspectivas de uma solução de dois Estados para o conflito, o modelo preferido pelos Estados Unidos e órgãos mundiais, incluindo a Organização das Nações Unidas, estão diminuindo e a oportunidade "pode ​​não permanecer por muito tempo".

"Não é hora desta ocupação acabar?" questionou Abbas.

Ele reiterou as demandas de que os EUA abram um consulado em Jerusalém Oriental, que os palestinos querem como capital de um futuro Estado independente, removam a Organização para a Libertação da Palestina de uma lista de grupos terroristas e permitam que ela reabra um escritório em Washington.

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