Biden mantém Jerome Powell à frente do Fed

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(ARQUIVO)O presidente do Conselho do Federal Reserve, Jerome Powell, em Washington, DC, em 30 de janeiro de 2019 (AFP/SAUL LOEB)
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Joe Biden manteve nesta segunda-feira(22) Jerome Powell como presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) por um segundo mandato de quatro anos. Lael Brainard, a única governadora democrata da instituição, ficou com a vice-presidência em uma eleição que demonstra um desejo de continuidade.

A indicação, que deve ser confirmada pelo Senado, encerra semanas de especulações sobre se Biden, um democrata, reconduziria o republicano à presidência do Fed ou se daria ouvidos à esquerda de seu partido.

Em um comunicado, a Casa Branca elogiou "a atuação decisiva do presidente Powell e do Federal Reserve para amortecer o impacto da pandemia e colocar a economia dos Estados Unidos de volta aos trilhos".

Powell garantiu a liderança "durante um período difícil sem precedentes", enquanto "Lael Brainard, uma das principais macroeconomistas de nosso país, desempenhou um papel fundamental no Federal Reserve, trabalhando com Powell para ajudar a impulsionar a forte recuperação econômica de nosso país", ressaltou.

"Não podemos simplesmente voltar para onde estávamos antes da pandemia, precisamos reconstruir melhor nossa economia", declarou Biden.

"Estou confiante de que a abordagem do presidente Powell e de Brainard para manter a inflação baixa, os preços estáveis e alcançar o pleno emprego tornará nossa economia mais forte do que nunca", acrescentou.

Powell liderou a resposta do Fed à recessão provoca pela pandemia, que envolveu a redução da taxa de empréstimos a zero e a injeção de trilhões de dólares de liquidez.

O banco retirou essas medidas conforme a economia se recuperava, mas a inflação também disparou, fazendo com que a popularidade de Biden caísse nas pesquisas.

Powell também liderou uma mudança na política do Fed para manter as taxas de juros mais baixas por mais tempo do que o normal para estimular o pleno emprego, especialmente para minorias.

O presidente do Fed e outros líderes do banco central argumentam que a inflação será temporária e não esperam aumentos nas taxas de juros até pelo menos meados do ano que vem.

"A reeleição de Powell e a nomeação da governadora Brainard não são uma surpresa, mas um sinal de continuidade no banco central", estima Rubeela Farooqi, da High Frequency Economics.

"No geral, com Powell na presidência, a comunicação permanecerá clara e transparente e a política não se afastará muito do atual caminho moderado".

Esta era uma decisão delicada para Joe Biden, que está no meio de negociações no Congresso sobre seus planos de investimentos.

Em termos econômicos, é uma das decisões mais importantes do mandato do presidente dos Estados Unidos.

Jerome Powell, de 68 anos, dirige o poderoso Federal Reserve desde 2018. Este advogado bilionário e ex-banqueiro de investimentos foi nomeado governador por Barack Obama em 2012 e presidente por Donald Trump em 2017.

Sua nomeação agora deve ser confirmada no Senado, primeiro pela comissão de bancos e depois no plenário. Deve ter apoio suficiente para ficar à frente do Fed.

Alguns membros da ala esquerda dos democratas disseram, no entanto, que não o apoiariam, considerando sua ação muito tímida em relação às mudanças climáticas.

Lael Brainard, a única governadora democrata do Fed, era sua principal adversária. Biden recebeu os dois na Casa Branca no início de novembro.

Mas seu perfil gerou menos consenso. Suas posições a favor de mais regulamentação bancária e financeira poderiam causar uma rejeição no Senado.

Brainard também precisa da luz verde do Senado e, se for confirmada como vice-presidente, substituirá o republicano Richard Clarida.

Biden terá outras ocasiões para remodelar a instituição monetária. Há três outras cadeiras vagas no conselho de governadores do Fed, incluindo a de vice-presidente de supervisão, uma espécie de policial bancário, cargo ocupado até recentemente pelo republicano Randal Quarles.

Biden divulgará as demais nomeações no início de dezembro e "está empenhado em aumentar a diversidade na composição do Conselho", informou a Casa Branca.

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