Biden nomeará juiz de centro como procurador-geral dos EUA, segundo imprensa

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O juiz federal de apelações Merrick Garland (à esquerda), escolhido pelo presidente eleito Joe Biden para ser procurador-geral e o ex-presidente Barack Obama (à direita)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu Merrick Garland, juiz de centro a quem os republicanos negaram uma cadeira na Suprema Corte há cinco anos, como procurador-geral, reportou a imprensa dos Estados Unidos na quarta-feira (6).

Garland, juiz do Tribunal Federal de Apelações em Washington, tem histórico como liberal moderado e não está alinhada com nenhum dos partidos políticos.

Mas os republicanos do Senado bloquearam sua indicação ao tribunal superior pelo então presidente democrata Barack Obama por oito meses em 2016, permitindo que o presidente Donald Trump ocupasse a vaga com um juiz de tendência conservadora no ano seguinte.

Garland, de 68 anos, teve uma longa carreira como advogado do setor privado e procurador federal.

Em 1993, foi nomeado assistente do procurador-geral adjunto do Departamento de Justiça, onde lidou com os principais casos de segurança nacional, incluindo os atentados à bomba em Oklahoma City e as Olimpíadas de Atlanta-96.

Mais tarde, em 1997, o presidente Bill Clinton o indicou para o Tribunal de Apelações de Washington, e ele recebeu amplo apoio de senadores democratas e republicanos em sua confirmação.

Ele se tornou juiz principal desse tribunal em 2013 e, em março de 2016, Obama o elegeu para uma cadeira na Suprema Corte após a morte de Antonin Scalia.

Quebrando a tradição, o líder republicano do Senado Mitch McConnell se recusou a colocar a indicação de Garland em votação, apostando que um republicano poderia ganhar a presidência na eleição de novembro e, então, um magistrado conservador poderia ser nomeado.

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