Biden nomeia afro-americano chefe da diplomacia para América Latina

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Biden nomeia afro-americano para diplomacia na América Latina

A Casa Branca informou nesta sexta-feira(26) que o presidente Joe Biden nomeou Brian Nichols como chefe da diplomacia dos Estados Unidos para a América Latina e o Caribe, o primeiro afro-americano nessa posição em mais de quatro décadas.

Se for confirmado pelo Senado, Nichols, um diplomata de carreira de 56 anos, irá se tornar subsecretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, cargo que carrega os desafios da imigração irregular, da crise venezuelana e da luta contra as drogas.

Atualmente embaixador no Zimbábue, Nichols tem ampla experiência na América Latina, onde iniciou sua carreira no Serviço de Relações Exteriores como funcionário consular no Peru, em 1989.

Nichols, que fala espanhol fluentemente, foi, posteriormente, embaixador no Peru de 2014 a 2017, subchefe da missão na embaixada na Colômbia entre 2007 e 2010, assessor político adjunto no México (1998-2001) e funcionário político em El Salvador (1991 - 1993).

Além disso, foi vice-secretário adjunto do Escritório de Assuntos Internacionais de Entorpecentes e Aplicação da Lei (INL), onde, entre 2011 e 2013, supervisionou uma ampla gama de programas relacionados às drogas do Departamento de Estado. Também chefiou os escritórios de Assuntos do Caribe (2004-2007) e Assuntos da América Central (1994-1996) do Departamento de Estado.

Nichols se posicionou veementemente contra a brutalidade policial nos Estados Unidos após a morte de George Floyd, em maio de 2020.

Quando a agência AP relatou, no mês passado, a intenção de Biden de nomear Nichols, Christopher Sabatini, um especialista em América Latina do centro de estudos Chatham House em Londres, viu a iniciativa como uma mensagem de apoio às minorias em uma região "marcada pela marginalização e pelo racismo". Além disso, destacou as conquistas de Nichols na negociação de um acordo de livre-comércio com o Peru com proteções ambientais e trabalhistas especiais.

"É uma escolha excelente", disse Mark Feierstein, assessor do ex-presidente Barack Obama no Conselho de Segurança Nacional, descrevendo Nichols como "um diplomata afável e inteligente, que conhece bem a região".

O especialista em segurança e defesa do centro de análise do Escritório de Washington para a América Latina (Wola), Adam Isacson, também elogiou a candidatura, observando o interesse de Nichols em defender os direitos humanos e uma solução negociada para o conflito interno colombiano durante seus anos em Bogotá.

O diplomata negro Terence Todman chefiou a diplomacia dos Estados Unidos para a América Latina e o Caribe entre 1977 e 1978, durante o governo Jimmy Carter.

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