Biden oferece apoio à Colômbia contra terrorismo após ataque a helicóptero de Duque

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O presidente da Colômbia Iván Duque ao lado dos guarda-costas, perto do helicóptero que foi atingido por tiros na área de Cúcuta

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se comunicou nesta segunda-feira (28) com seu homólogo colombiano, Iván Duque, para lhe oferecer "apoio para enfrentar (...) ações terroristas" após o atentado que seu helicóptero sofreu na sexta-feira perto da fronteira com Venezuela.

Foi a primeira ligação entre os dois líderes desde que Biden assumiu o cargo, em janeiro, de acordo com a Presidência colombiana.

Além de uma mensagem de solidariedade, Biden também prometeu a doação de 2,5 milhões de vacinas da Janssen para os colombianos, defendeu "o direito dos manifestantes pacíficos" de realizarem protestos contra o governo e reiterou seu compromisso com a luta contra o tráfico de drogas.

Mais cedo, a presidência colombiana agradeceu em comunicado oficial o respaldo de Biden "para enfrentar as ações terroristas" que atingiram a aeronave de Duque.

O Ministério da Defesa afirma que por trás dos tiros recebidos estão guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e rebeldes que se marginalizaram do pacto de paz assinado em 2016 com as Farc.

Os dois grupos disputam com organizações de origem paramilitar os milhares de hectares de coca plantados na região, uma importante etapa do contrabando para a Venezuela.

O ELN e os dissidentes também são acusados pelo governo Duque de detonar um carro-bomba 10 dias antes em uma unidade militar em Cúcuta, principal cidade da fronteira, onde soldados americanos apoiavam a luta contra o narcotráfico.

O FBI está participando da investigação para encontrar os responsáveis pelo ataque que deixou 36 feridos. O ELN negou seu envolvimento no ataque.

- Venezuela -

Na conversa telefônica, Biden também expressou "sua preocupação com a situação na Venezuela e seu impacto regional, e destacou a importância de buscar um consenso internacional para eleições livres e justas" no país, segundo a Casa Branca.

A Colômbia e os Estados Unidos estão liderando os esforços na região para afastar o chavista Nicolás Maduro do poder no país.

Ambos o consideram "um ditador" e reconhecem o opositor Juan Guaidó como presidente. Apesar de compartilhar uma fronteira porosa de 2.200 quilômetros, Bogotá e Caracas não mantêm relações diplomáticas desde fevereiro de 2019.

O êxodo venezuelano, o segundo maior do mundo depois da Síria, atingiu com força especial o país vizinho, principal destinatário dos 5,6 milhões de migrantes que fugiram de uma profunda crise econômica em seu país desde 2015.

O governo Duque lançou este ano um ambicioso plano para regularizar cerca de um milhão dos 1,8 milhão de venezuelanos que estão em seu território.

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