Biden pede a militares birmaneses para 'renunciar ao poder'

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Joe Biden durante discurso sobre política externa em Washington, 4 de fevereiro de 2021

O presidente americano, Joe Biden, pediu nesta quinta-feira (4) aos militares birmaneses a "renunciar ao poder" no país asiático e libertar os dirigentes e ativistas detidos após o golpe de Estado desta semana.

O exército pôs um fim à frágil transição democrática do país na segunda-feira, impondo o estado de emergência por um ano e prendendo Aung San Suu Kyi e outros líderes de seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (NLD).

"Os militares birmaneses devem renunciar ao poder que confiscaram, libertar os ativistas e funcionários que detiveram, suspender as restrições às telecomunicações e se absterem da violência".

As declarações de Biden vieram logo após a Casa Branca anunciar que estava considerando "sanções específicas" contra os militares responsáveis pelo golpe.

“Não há dúvidas: em uma democracia, a força não pode ser usada contra a vontade do povo”, acrescentou o presidente americano.

Os generais birmaneses ordenaram nesta quinta-feira que os provedores de internet bloqueassem o acesso ao Facebook, uma ferramenta de comunicação essencial na Birmânia, três dias após o golpe.

O medo de retaliação persiste em Mianmar, país que viveu sob uma ditadura militar por quase 50 anos desde sua independência em 1948.

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