Biden planeja reformar Suprema Corte dos EUA

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O candidato democrata às eleições de 3 de novembro, Joe Biden
O candidato democrata às eleições de 3 de novembro, Joe Biden

O candidato presidencial democrata Joe Biden planeja criar uma comissão bipartidária para reformar a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos, em meio à politização das nomeações judiciais que considera "desastrosa".

Em um trecho de uma entrevista ao programa "60 Minutes" divulgado nesta quinta-feira (22), Biden disse que acadêmicos liberais e conservadores afirmam que há espaço para fazer essa reforma após as batalhas políticas geradas por designações de juízes.

"A última coisa que precisamos é de uma Suprema Corte que seja um futebol político, no qual quem tem mais votos ganha o que quer", disse.

"Os presidentes vêm e vão. Os magistrados da Suprema Corte permanecem por gerações", acrescentou.

Seus comentários foram exibidos pouco antes de um comitê do Senado aprovar e passar ao plenário a proposta do presidente Donald Trump de nomear a juíza conservadora Amy Coney Barret para integrar a Suprema Corte.

Os democratas estiveram ausentes na sessão, após denunciarem a politização do processo de indicação de Barret.

Se, como é estimado, o Senado de maioria republicana confirmar Barret, a Corte de nove membros terá seis de tendência conservadora e três liberais.

Em meio à indignação gerada pela pressa de Trump em nomear Barret antes das eleições, Biden está sendo pressionado por muitos democratas a empreender uma solução radical que permita aumentar a quantidade de membros da Corte e preencher esses cargos com magistrados liberais.

Favorito na disputa pela Casa Branca, Biden disse, porém, que a comissão deverá considerar várias opções. 

"Há muitas alternativas", afirmou. 

Ele destacou que pediria à comissão que entregasse, em 180 dias, recomendações para reformar a Corte, "porque isso é um desastre".

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