Biden promete unidade e ação após provável vitória democrata na Geórgia

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Presidente dos EUA, Donald Trump (D), e o candidato presidencial democrata, Joe Biden, no debate presidencial final na Universidade Belmont em Nashville, Tennessee, em 22 de outubro de 2020

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, celebrou nesta quarta-feira(6) a provável vitória dos democratas nas eleições para o Senado da Geórgia, que deve lhe dar o controle do Congresso, prometendo agir em espírito de "unidade".

Biden disse que espera trabalhar com o "líder da maioria" na Casa, Chuck Schumer, senador democrata por Nova York que assumirá o controle da Câmara Alta, enquanto parabeniza os candidatos democratas ao Senado da Geórgia, Raphael Warnock e Jon Ossoff.

"Depois dos últimos quatro anos, depois das eleições e depois dos procedimentos de certificação eleitoral de hoje no Capitólio, é hora de virar a página", disse Biden, cuja vitória deve ser ratificada nesta quarta-feira pelo Congresso, embora o presidente republicano Donald Trump queira que seus aliados usem esse ato formal para reverter sua derrota.

"Os americanos estão pedindo ação e querem unidade, e estou mais do que nunca otimista que conseguiremos isso", disse o presidente eleito em um comunicado.

Biden imediatamente pediu ao Congresso que fizesse mais para ajudar as pessoas afetadas pela pandemia do coronavírus, após um pacote de estímulo no mês passado ter concedido cheques de 600 dólares à maioria dos americanos.

Os democratas e também Trump apoiaram cheques de 2.000 dólares, mas o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, bloqueou a medida.

"Há muito tempo digo que o projeto de lei bipartidário para a ajuda pela covid-19 aprovado em dezembro seria apenas o pagamento inicial", disse Biden.

"Precisamos de uma ação urgente sobre o que vem a seguir, porque a crise da covid-19 atinge os estados vermelhos e azuis igualmente", disse ele, aludindo às cores que distinguem republicanos e democratas.

Biden também instou o Senado a agir rapidamente para confirmar seus indicados para o gabinete, em especial em cargos importantes como os Departamentos de Estado, Defesa, Tesouro e Segurança Interna, para que possam trabalhar o mais rápido possível após a posse em 20 de janeiro.

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