Biden reafirma apoio à Ucrânia e convida presidente Zelensky à Casa Branca

·3 minuto de leitura
Ukrainian President Volodymyr Zelensky (L) has accepted an invitation to the White House by O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (E), aceitou um convite de Joe Biden (D) para visitar a Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reafirmou o apoio de seu governo à integridade territorial da Ucrânia nesta segunda-feira (7) e convidou o presidente do país do leste europeu, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca.

Jake Sullivan, o conselheiro de segurança nacional do governo, disse a repórteres que Biden conversou por telefone com Zelensky sobre o assunto e que em sua conversa o presidente dos Estados Unidos prometeu que "defenderá firmemente a soberania da Ucrânia".

"Ele está ansioso para recebê-lo na Casa Branca neste verão (boreal)", enfatizou o conselheiro.

O convite marcou uma nova demonstração de apoio à Ucrânia antes da cúpula que Biden terá com o presidente russo, Vladimir Putin, em Genebra, em 16 de junho.

Zelensky agradeceu a Joe Biden por este convite, agendado "para julho".

"Estou ansioso por esta reunião, que nos permitirá discutir maneiras de expandir a cooperação estratégica entre a Ucrânia e os Estados Unidos", disse ele em sua conta no Twitter.

Posteriormente, em comunicado, Zelensky sublinhou que durante o telefonema Biden reafirmou "apoio inabalável" à Ucrânia e à busca de um caminho para o país ingressar na Otan.

"Ele também expressou sua gratidão pela decisão dos EUA de fornecer à Ucrânia 900.000 doses da vacina contra a covid-19", disse o comunicado.

A Ucrânia mantém relações tensas com a Rússia, especialmente como resultado da anexação da península ucraniana da Crimeia por Moscou e do conflito com separatistas pró-russos no leste do país.

A recente mobilização de blindados pesados e cerca de 100.000 soldados russos até a fronteira com a Ucrânia alertou os países da Otan, preocupados que a Rússia pudesse estar preparando uma invasão sob o pretexto de conduzir exercícios militares.

Moscou se defendeu das acusações, disse que não estava ameaçando a Ucrânia e desde então retirou algumas das tropas da fronteira.

Em março, o governo Biden expressou seu apoio explícito ao aprovar US$ 125 milhões em ajuda militar à Ucrânia, junto com US$ 150 milhões adicionais a serem liberados assim que Kiev demonstrar progresso em sua reforma militar.

No entanto, a Ucrânia continua preocupada com a força do apoio dos EUA.

O governo Zelensky já havia expressado preocupação com a reunião Biden-Putin, bem como a decisão de Washington de retirar as sanções destinadas a bloquear a conclusão do gasoduto Nord Stream 2, por meio do qual o gás natural será levado da Rússia para a Alemanha, sem passar pela Ucrânia.

"O Nord Stream 2 não é um projeto barato, ele representa uma séria ameaça e é um desafio à segurança", criticou o comunicado de Zelensky.

Enquanto isso, Biden enfrenta a possibilidade de escalada de ataques políticos dos repuvlicanos devido à reunião com Zelensky, depois que a Ucrânia foi assunto na disputa eleitoral americana no ano passado, na qual Biden prevaleceu sobre o ex-presidente republicano Donald Trump, que buscava a reeleição.

Trump foi indiciado e levado a um julgamento de impeachment que fracassou por pressionar Zelensky, usando a liberação de ajuda militar como ferramenta de chantagem para que informações comprometedoras fossem fornecidas sobre Biden, que também mantinha relações com aquele país quando era o vice-presidente de Barack Obama, assim como sobre os negócios de seu filho, que era diretor de uma importante companhia de gás de ucraniana.

sms/sst/dga/llu/mps/gf/mvv/am