Biden recua ante críticas e elevará a 62.500 refugiados admitidos nos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fala em Norfolk, Virgínia, em 3 de maio de 2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta segunda-feira (3) que vai aumentar a cota anual de refugiados que o país vai admitir para 62,5 mil, depois que sua decisão de manter o mínimo de 15 mil estabelecido pelo governo anterior gerou uma onda de críticas.

"Isso corrige um número historicamente baixo estabelecido pela administração anterior de 15.000, que não reflete os valores dos Estados Unidos como uma nação que acolhe e apoia refugiados", disse a Casa Branca em nota.

Biden havia prometido cerca de 60.000, mas em 16 de abril recuou anunciando que estava adiando seu plano e mantendo o mínimo estabelecido pelo presidente republicano Donald Trump, desencadeando fortes críticas de seu próprio lado democrata.

O governo disse que este aumento sustenta os esforços já em andamento para expandir o sistema com o fim de admitir refugiados e avançar em direção a uma meta de 125.000 no próximo ano fiscal.

De acordo com o decreto, esse número de refugiados “envia uma mensagem importante de que os Estados Unidos continuam a ser um lugar seguro para algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo”.

Este programa de admissão diz respeito apenas a refugiados selecionados por agências de inteligência e segurança dos Estados Unidos em acampamentos da ONU em todo o mundo para serem reassentados nos Estados Unidos, principalmente entre os mais vulneráveis, como idosos, viúvas ou deficientes.

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