Biden sanciona decretos para investir em tratamentos para o câncer

Presidente dos EUA, Joe Biden, faz pronunciamento

Por Nandita Bose e Trevor Hunnicutt

BOSTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sancionou nesta segunda-feira decretos presidenciais para direcionar mais dólares do governo norte-americano para o setor de biotecnologia, enquanto promove sua iniciativa para criar novos tratamentos e reduzir a taxa de mortalidade pelo câncer.

O câncer "não se importa se você é republicano ou democrata", disse Biden na Biblioteca John F. Kennedy, em Boston, no 60º aniversário do chamado discurso 'Moonshot' de Kennedy, que instou os norte-americanos a liderar a exploração do espaço.

Biden traçou um paralelo entre o objetivo do ex-presidente de chegar à Lua e seu próprio objetivo, de reduzir as taxas de mortalidade por câncer pela metade nos próximos 25 anos.

"Hoje estou definindo uma meta de longo prazo para o 'Câncer Moonshot' - para reunir a engenhosidade americana, e nos engajarmos como fizemos para chegar à Lua, mas na verdade para curarmos câncer... de uma vez por todas", disse Biden.

O presidente democrata disse que a pesquisa pode desencadear avanços médicos, incluindo uma vacina para prevenir o câncer, ou um exame de sangue que possa detectar o câncer em uma avaliação física anual.

O decreto presidencial permite que o governo federal dos EUA direcione o financiamento para o uso de micróbios e outros recursos biologicamente derivados para fazer novos alimentos, fertilizantes e sementes, além de tornar as operações de mineração mais eficientes, disseram funcionários do governo.

A medida "orienta o governo federal a garantir que as biotecnologias inventadas nos Estados Unidos da América sejam feitas nos Estados Unidos da América", disse Biden.

A biofabricação tem sido usada para gerar tratamentos contra o câncer, incluindo aqueles derivados de plantas ou usando células do sistema imunológico reprojetadas.

A Casa Branca não forneceu detalhes sobre quanto dinheiro estaria disponível, de onde ele viria ou como seria alocado. Mais detalhes são esperados em uma cúpula da Casa Branca sobre o assunto na quarta-feira.