Biden vê "mais trabalho a fazer" contra escassez de exames de Covid

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Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa na Casa Branca
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Por Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta segunda-feira amenizar a escassez de exames de Covid-19 agora que a variante Ômicron do coronavírus se dissemina pelos Estados do país em uma semana de festividades, ameaçando sobrecarregar hospitais e atrapalhar planos de viagem.

Biden disse que as medidas do governo incluem usar a Lei de Defesa da Produção para aumentar a fabricação de exames caseiros e tornar mais fácil utilizar o Google para encontrar um centro de exames nas proximidades.

Ele admitiu que os esforços não têm ido longe o suficiente.

"Ver como foi difícil para algumas pessoas obter um exame neste final de semana mostra que temos mais trabalho a fazer", disse Biden ao participar de uma vídeochamada com a equipe de reação à Covid-19 do governo e um grupo de governadores.

"Está claro que não é o suficiente. Se soubéssemos, teríamos ido mais forte e mais rápido, se pudéssemos."

Os casos em alta dificultaram as viagens aéreas no final de semana do Natal, já que equipes de voo contraíram o vírus e causaram milhares de cancelamentos. Cruzeiros encurtados e uma disponibilidade limitada de exames prejudicaram outros planos enquanto a variante mais transmissível se propaga.

Nesta segunda-feira, empresas aéreas dos EUA cancelaram cerca de 800 voos, um quarto dia consecutivo de cancelamentos que afetou ações da bolsa ligadas ao setor de viagens. Apesar disso, as vendas fortes do varejo no final do ano parecem ofuscar as preocupações econômicas.

As infecções pela Covid-19 estão aumentando nacionalmente, chegando a 205.509 por dia em média, mostrou uma contagem da Reuters.

No domingo, o governador da Louisiana, John Bel Edwards, disse que as hospitalizações em seu Estado dobraram em uma semana e que seu departamento de saúde pediu cautela antes do feriado de Ano Novo.

Ainda nesta segunda-feira, Biden alertou os governadores que o pico de casos provavelmente sobrecarregará alguns hospitais, onde equipes e equipamentos como respiradores podem ser muito exigidos, particularmente em áreas onde uma proporção alta da população não está vacinada.

Mais tarde, ele disse aos repórteres que seguirá toda e qualquer diretriz que seus especialistas médicos propuserem quanto a reduzir ou não o período de quarentena de 10 dias recomendado aos norte-americanos que têm exames positivos de Covid-19.

O presidente não quis dizer se apoia uma exigência de vacina para embarque em voos domésticos, outra medida que autoridades do governo debateram nos últimos dias.

O doutor Anthony Fauci, a maior autoridade de doenças infecciosas do país, pediu nesta segunda-feira que as pessoas evitem aglomerações de Ano Novo para diminuir a disparada de casos provocados pela Ômicron.

(Reportagem adicional de Ankur Banerjee)

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