Biden visita o Pentágono em pleno debate sobre extremismo no exército dos EUA

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O secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, cumprimenta a vice-presidente Kamala Harris na Casa Branca em janeiro

Joe Biden fará sua primeira visita como presidente dos Estados Unidos ao Pentágono nesta quarta-feira(10), em meio ao debate sobre o extremismo nas Forças Armadas, em decorrência da participação de vários soldados à paisana e ex-militares no ataque a Congresso em 6 de janeiro.

Biden e sua vice-presidente, Kamala Harris, irão ao Pentágono, nos arredores de Washington, no início da tarde, onde serão recebidos pelo secretário de Defesa Lloyd Austin, além de generais de alto escalão e funcionários públicos, informou a Casa Branca.

Austin, um general aposentado e ex-diretor do Comando Central do Exército (Centcom), é o primeiro afro-americano a chefiar o Departamento de Defesa. Suas prioridades são lutar contra a covid-19 nas forças armadas, ajudar a implementar o plano nacional de Biden contra a pandemia e acabar com o racismo e o extremismo entre os militares.

"Esta visita será de especial valor durante o Mês da História Negra (um evento anual realizado nos Estados Unidos, Canadá e outros países)", disse a porta-voz do presidente Jen Psaki.

“Mais de 40% de nossas forças são homens e mulheres negros, e o presidente honrará a rica história dos militares afro-americanos”, acrescentou.

Biden, que fará um discurso por volta das 14h50 locais (16h50 de Brasília), deverá abordar a questão do extremismo e racismo nas forças armadas dos EUA.

"As atividades que testemunhamos recentemente em nossas fileiras, relacionadas a comportamento potencialmente racista ou extremista, são, em minha opinião, absolutamente inaceitáveis", afirmou Austin pouco antes de assumir o cargo.

"A tarefa do Departamento de Defesa é proteger os Estados Unidos de nossos inimigos, mas não podemos cumpri-la se alguns desses inimigos se esconderem em nossas fileiras", acrescentou então.

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