Bienal de Arte Digital no Oi Futuro reflete sobre como seres humanos convivem com a tecnologia

Como os seres humanos convivem com a tecnologia? Sob o tema “Condições de existência”, a Bienal de Arte Digital retorna a partir de hoje com obras de mais de 60 artistas nacionais e estrangeiros ao Oi Futuro, no Flamengo, para ajudar a responder a essa pergunta. O evento recebe instalações, obras de arte visuais digitais, narrativas em audiovisual e uma diversidade de trabalhos de diferentes linguagens que analisam, tecem críticas e lançam novas perspectivas relacionadas ao tema desta edição. Simpósios, performances, oficinas e exibição de filmes também integram a programação.

Inovação: Projeto usa biotecnologia para dissolver lodo de lagoa em Niterói

Prêmio: Faetec vence maior feira de ciência da América Latina com equipamento para pessoas com problema motor

— A bienal em 2022 traz reflexões acumuladas sobre um pré e um pós-pandemia. Por um lado, há trabalhos que reforçam o tempo que vivemos no presente, com as questões da vida num mundo ainda mais complexo de se viver. Por outro, artistas tentam demonstrar que nada muda tanto, e que a dificuldade de existir junto e com as diferenças é uma dificuldade humana de se relacionar com o que conhecemos e dominamos, e o que não fazemos ideia do que seja, como pensar sobre futuros —diz Tadeus Mucelli, curador artístico e criador do Festival de Arte Digital.

Hoje, às 18h30m, a artista Karla Brunet exibe “Deriva tortuosa”. Na apresentação de 15 minutos, três camadas de materiais se entrelaçam para construir uma narrativa visual e sonora, em tempo real. Uma mistura de mais de 80 clipes de vídeos, sons e animações de visualização de dados criam uma narrativa audiovisual que leva ao Mar Mediterrâneo.

Amanhã, às 17h e às 19h, os artistas franceses Franck Vigroux e Kurt d’Haeseleer apresentam “A ilha”, um misto entre concerto audiovisual e experiência telúrica de imagens e sons. Inspirada em várias histórias sobre ilhas lacustres ou vales remotos condenados a submergir para a construção de barragens hidroelétricas, a performance mistura uma incisiva composição musical a imagens de vídeo que se desdobram em um universo fantasmagórico.

Vigroux também vai ministrar a primeira oficina da edição, a de criação musical digital, na terça, das 14h às 18h. Os participantes, a partir de 12 anos, serão convidados a usar e tocar instrumentos digitais. As inscrições devem ser feitas pelo site.

As obras dos mais de 60 artistas ocuparão os quatro andares do centro cultural. Entre consagrados e iniciantes, estão nomes de Brasil, Alemanha, França, Espanha e Chile. A programação completa da bienal, que vai até 22 de janeiro, está em www.bienalartedigital.com. A entrada é gratuita.

SIGA O GLOBO BAIRROS NO TWITTER (OGLOBO_BAIRROS)