Bienal de São Paulo cobre de preto as obras do artista plástico Jaider Esbell, morto nesta terça-feira, em símbolo de luto

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A organização da 34ª Bienal de São Paulo decidiu cobrir com um pano preto todas as obras do artista plástico Jaider Esbell, de 41 anos, que foi encontrado morto nesta terça-feira, na capital paulista. Indígena da etnia Makuxi, ele era natural de Roraima e uma das estrelas do evento. De acordo com uma placa colocada em frente aos trabalhos do artista, a ação é um símbolo de luto pelo falecimento de Esbell e as obras ficarão cobertas até esta sexta-feira (05), quando ocorrerá o sepultamento do corpo. Em homenagem, o público deposita flores em frente às criações artísticas.

Esbell estava com suas obras expostas desde setembro na mostra "Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea", no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo). A exposição faz parte da Bienal de São Paulo, evento do qual Esbell era visto como destaque da 34ª edição. Uma de suas obras está também no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio (CCBB RJ), na exposição "Brasilidade pós-modernismo", que fica em cartaz até 22 de novembro.

O artista era um dos maiores expoentes da arte indígena contemporânea. Sua obra reúne pinturas e esculturas. Esbell também era escritor e produtor cultural indígena.

Esbell viveu até os 18 anos em Normandia, onde hoje é a Terra Indígena Raposa - Serra do Sol. Em 2013, ele fez sua primeira exposição no exterior, nos Estados Unidos, onde também foi convidado para dar aulas. Em 2016, ele foi indicado ao Prêmio PIPA, a maior premiação da arte contemporânea brasileira.

Até o momento a oranização da Bienal de São Paulo não deu uma declaração oficial sobre a ação.

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