'Big Brother Portugal' pune participante por declaração homofóbica

O reality "Big Brother Portugal" tem inspirado um debate sobre homofobia entre os telespectadores do país europeu, algo que também vem movimentando brasileiros nas redes sociais, com comparações a episódios semelhantes em edições brasileiras do programa.

Nesta semana, no primeiro dia em que o reality português foi ao ar, um participante foi acusado de fazer comentários homofóbicos dentro da casa. Na própria segunda-feira (12/5), a TVI, emissora responsável pela transmissão do programa, decidiu puni-lo, transferindo ao público a decisão por sua permanência ou expulsão da atração televisiva.

Durante uma prova de resistência, o participante Hélder comentou com Soraia Moreira, colega de confinamento, para se referir a Edmar, participante assumidamente homossexual: "Eu prefiro ser mulherengo do que ser gay como ele". A frase gerou revolta entre fãs do programa, e se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais de Portugal.

"Todas estas transgressões são delitos graves, e o Big Brother jamais poderá fechar os olhos", ressaltou a versão portuguesa do Big Boss a todos os participantes na casa. "Não é por estarem fechados em uma casa que vocês podem dizer e fazer o que bem entenderem. Recordo a Hélder  (que fez o comentário homofóbico) e a todos os concorrentes que estão sendo vigiados 24 horas por dia. Hoje, Portugal acordou extremamente revoltada com o seu comentário".

Antes de anunciar a votação para o público, que segue até domingo (17/5), o apresentador do "Big Brother Portugal" Claudio Ramos afirmou que atitudes "sexistas, homofóbicas, xenófobas e racistas" são inadmissíveis.

Ex-participante do programa e assumidamente gay, o jornalista frisou que a casa deve ser um reflexo positivo da sociedade. "Como não posso deixar passar a sua atitude em branco, vou dar aos portugueses a oportunidade de decidir se querem que o Hélder permaneça no jogo ou que seja expulso", justificou.

Vale lembrar que a estreia do "Big Brother Portugal" durante o colapso sanitário provocado pela pandemia do novo coronavírus não passou incólume a críticas no país. Antes da estreia do programa, a emissora gastou 54 testes para checar as condições de saúde dos 18 concorrentes.