Big Data: tecnologia é principal aliada na guerra contra o coronavírus

Foto: Getty Images

Por Matheus Mans

Considerada uma das tecnologias de maior impacto dos últimos anos, o Big Data é a capacidade de processar grandes quantidades de informação e, principalmente, entendê-las de maneira interdisciplinar. Por isso, num momento complexo de crise como a do coronavírus, a tecnologia se torna um aliado forte de governos, entidades e instituições.

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As aplicações são variadas, seja em macroeconomia, saúde pública, preço dos insumos, impacto na produção ou até respeito ao isolamento social.

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“Uma das grandes vantagens do Big Data é a velocidade de acompanhar mudanças, avaliar e agir. Como esse é um momento sem precedentes, o passado não explica a situação. É preciso complementar as análises”, explica André Bittencourt, VP de Plataforma e Inovação da Neoway, empresa de análise de dados

Caso de sucesso

Algumas ações já foram ou estão sendo tomadas ao redor do mundo em direção ao Big Data. Em Taiwan, por exemplo, havia um temor de que o número de casos explodisse por conta da proximidade com a China, epicentro do coronavírus. Além disso, são 404 mil cidadãos que trabalham no país vizinho — 2 milhões de chineses viajam todo ano para Taiwan.

No entanto, o pequeno país asiático conseguiu controlar o surto. Hoje, segundo dados oficiais, são apenas 428 casos confirmados e seis mortes. O governo do país integrou dados de viagens com informações de saúde pública para entender melhor como tratar e direcionar os doentes.

Logo que o paciente colocava os pés no hospital, os médicos e enfermeiros já entendiam qual o grau de seriedade baseado nos dados coletados de viagens.

Em terras brasileiras

No Brasil, setor público e grandes empresas de análise de dados já começam a agir nesse sentido. No governo do estado de São Paulo, por exemplo, os dados de celulares são utilizados para definir o quanto as pessoas estão aderindo à quarentena proposta

No sul do país, a Aquarela Advanced Analytics, integrante da vertical de saúde da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), começa a agir contra a pandemia. A análise de dados em um dos maiores hospitais do Brasil antecipa o movimento de pacientes e prevê a necessidade e complexidade de leitos.

Depois disso, a Aquarela se vale de inteligência artificial para encontrar relações de causa e efeito sistêmicos a partir da análise da progressão dos pacientes em conjunto com seu quadro clínico, seu histórico e tratamento.

“Com a covid-19, há uma necessidade de antecipar coisas, como demandas, crescimento de casos, mudanças de indicadores; e a necessidade de encontrar padrões para entender melhor os fenômenos e achar saídas ainda não vistas”, afirma Marcos Santos, fundador e CEO da Aquarela.

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