Bilionário dos EUA é condenado por morte de melhor amiga é acusado de matar esposa

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Robert Durst is seen being sentenced to life without possibility of parole for the killing of Susan Berman, at Airport Courthouse, in Los Angeles, California, U.S., October 14, 2021. Myung J. Chun/Pool via REUTERS     TPX IMAGES OF THE DAY
Foto: Myung J. Chun/Pool via REUTERS
  • Robert Durst pegou prisão perpétua por matar a escritora Susan Berman

  • Ele não tem possibilidade de condicional

  • Magnata se auto incriminou em documentário, ao não perceber que microfone estava ligado

Robert Durst, bilionário do mercado imobiliário dos Estados Unidos, foi acusado pela morte de sua esposa, Kathie Durst, que desapareceu em 1982, segundo informaram autoridades nesta sexta-feira (22).

Na última terça-feira (19), a polícia entrou com uma queixa criminal contra Durst em Nova York, que acusa o bilionário de assassinato em segundo grau.

Kathie no dia 31 de janeiro de 1982, aos 29 anos, e seu corpo nunca foi encontrado. Alegando abandono, Durst se divorciou de Kathie em 1990. Em 2017, foi declarada legalmente mortal, a pedido da família.

O gabinete do procurador do distrito de Westchester County afirmou que "pode confirmar que uma queixa acusando Robert Durst pelo assassinato de Kathleen Durst foi apresentada no Tribunal Municipal de Lewisboro em 19 de outubro de 2021". "Não temos mais comentários neste momento".

Na semana passada, o bilionário já havia sido condenado por um tribunal de Los Angeles à prisão perpétua, sem possibilidade de condicional, pelo assassinato de sua melhor amiga, Susan Berman.

Berman morreu com um tiro na nuca em 2000. Ela foi encontrada em sua casa em Beverly Hills. Durst sempre negou envolvimento com o crime, mas a polícia suspeita que ele quis impedi-la de testemunhar sobre o desaparecimento da sua esposa.

Se auto incriminou em documentário

Durante a gravação do documentário "The Jinx: A Vida e as Mortes de Robert Durst", o bilionário sem querer se auto incriminou. Ele havia sido confrontado com uma carta assinada por ele e endereçada à sua amiga, a qual se parecia muito com o bilhete que a polícia recebeu com a localização do corpo de sua amiga Susan.

Durst foi ao banheiro em seguida e, sem perceber que o microfone estava ligado, murmura: "Pronto, te pegaram" e "Matar todos, claro". O áudio foi exibido na conclusão do documentário. O bilionário foi preso horas depois que o último episódio foi ao ar, em 2015.

Seus advogados alegaram no julgamento que Durst havia mandado a nota à polícia depois de encontrar o corpo de Berman e entrar em pânico. No entanto, isso não significava que ele havia matado a amiga.

Outro crime que a produção do HBO Max aborda é o assassinato de um vizinho de Durst no Texas, em 2001. Seu corpo foi encontrado desmembrado. O bilionário admitiu ter esquartejado o vizinho, mas argumentou que o assassinato foi em legítima defesa e as acusações contra ele foram retiradas.

A família Durst está na 47ª posição do ranking da Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 8,1 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões na cotação atual). É uma das famílias mais ricas dos EUA.

Os Durst possuem mais de 1,5 km² de imóveis em Nova York e na Filadélfia. Entre eles, uma participação de 10% no One World Trade Center, prédio que foi construído após os atentados das Torres Gêmeas.

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