Bilionários russos gastam até R$ 2,5 milhões em combustível para fugir de sanções

Embarcação de bilionário esteve em uma viagem de 18 dias gastando cerca de R$ 2,5 milhões com combustível
Embarcação de bilionário esteve em uma viagem de 18 dias gastando cerca de R$ 2,5 milhões com combustível (Getty Image)
  • Bilionários utilizam embarcações de luxo para ir até países que não sofrem sanções

  • Diversos governos foram atrás de vilas, aviões e iates dos magnatas

  • Um transporte marítimo chegou a percorrer mais de 15 mil quilômetros

Aparentemente, apenas a população com menor renda da Rússia está sofrendo diretamente com as punições impostas pelos Estados Unidos e União Europeia. Isso porque os bilionários do país estão dando um jeitinho de escapar das sanções.

Com megaiates de luxo, os endinheirados percorrem em média, 8,3 mil quilômetros pelo mar para chegar em regiões que não sofrem com as restrições.

Um exemplo é o navio de luxo que o governo dos EUA afirma pertencer ao bilionário russo Suleiman Kerimov. Ele embarcou em uma viagem de 18 dias do Caribe para Fiji, gastando cerca de US$ 500 mil com combustível, aproximadamente.

Existe especulações de que o iate estava a caminho do porto russo de Vladivostok momentos antes que as autoridades de Fiji o apreendessem a pedido de autoridades norte-americanas.

Até agora, diversos governos foram atrás de vilas, aviões e iates dos magnatas, conseguindo mais de uma dúzia de megaiates multimilionários até agora.

Iate de luxo chegou a percorrer mais de 15 mil quilômetros

A Bloomberg, em parceria com a Spire Global Inc., empresa de análise que usa nanossatélites para coletar dados, rastreou quais foram as viagens mais longas feitas por essas embarcações ligadas a magnatas russos em listas de sanções.

“Nos últimos meses, vimos os iates de oligarcas russos viajarem para lugares que historicamente não iam e traçar mais milhas do que normalmente fazem”, disse Simão Oliveira, desenvolvedor de aplicativos e web da Spire que elaborou o rastreador de iates.

O levantamento mostra que, desde a invasão da Ucrânia, o iate Amadea foi o que realizou a viagem mais longa, percorrendo mais de 15 mil quilômetros. Isso é quase metade da distância percorrida ao longo de todo o ano passado.

O estudo também apontou que outros cinco superiates registraram viagens de cerca de 9,26 mil quilômetros em direção a destinos considerados seguros de apreensões.

“Esses iates parecem estar procurando jurisdições confortáveis onde possam se esconder: Seychelles, Maldivas, Dubai, Fiji – esperando que estejam longe o suficiente do alcance das sanções”, explicou Ian Ralby, executivo-chefe da IR Consilium, consultoria em segurança marítima.

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