BioNTech diz que não há dados que apoiem demora em 2ª dose da vacina

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FRANKFURT (Reuters) - A BioNTech e a parceira Pfizer alertaram nesta segunda-feira que não têm evidências de que a vacina desenvolvida em conjunto continuará protegendo contra a Covid-19 se a injeção de reforço for dada mais tarde do que o testado nos estudos.

"A segurança e eficácia da vacina não foram avaliadas em diferentes esquemas de dosagem, sendo que a maioria dos participantes do ensaio recebeu a segunda dose dentro da janela especificada na formulação do estudo", disseram as empresas em um comunicado conjunto, referindo-se à primeira dose e ao reforço aplicados com três semanas de intervalo.

“Não há dados que demonstrem que a proteção após a primeira dose é mantida depois de 21 dias.”

A Alemanha estava considerando na segunda-feira se permitiria um atraso na administração da segunda dose para fazer com que os suprimentos escassos atingissem mais pessoas, depois de uma ação semelhante do Reino Unido na semana passada.

Separadamente, a Dinamarca aprovou um atraso de até seis semanas entre a primeira e a segunda injeções da vacina.

(Reportagem de Ludwig Burger)