Bispos querem punição da Alesp a deputado bolsonarista que chamou Papa Francisco e arcebispo de vagabundos e pedófilos

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou neste domingo (17) uma carta à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O documento repudia as falas do deputado estadual Frederico D’Avila (PSL) aos membros da igreja Católica e pede ainda uma resposta "rápida" sobre as declarações. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

No último dia 14, o parlamentar atacou Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida (SP) e até o papa Francisco ao chamá-los de "pedófilos" e "vagabundos". CNBB pede que Alesp puna deputado bolsonarista que chamou papa e arcebispo de vagabundos e pedófilos.

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As declarações do deputado vieram depois de o arcebispo criticar a política armamentista do governo de Jair Bolsonaro (sem partido)

“Para ser Pátria amada não pode ser pátria armada”, disse Dom Orlando em sua reflexão (...) Que seja uma Pátria sem ódio, uma República sem mentira e sem fake news”.

Ao final, o arcebispo também fez apelo pela vacinação contra a Covid-19 no país em claro recado a postura negacionista do governo federal durante toda a crise sanitária.

Presidente exaltou armas no feriado religioso

Foto: REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

Presente no Santuário de Aparecida, Bolsonaro disse respeitar os bispos, mas ressaltou que vê o porte de armas como liberdade para os brasileiros

 “O que acontecia no Brasil é que só os marginais e os bandidos tinham arma de fogo. Não pude aprovar a lei como queria, mas alteramos decretos e portarias para que a arma de fogo seja uma realidade”, disse o presidente.

Apoiador contumaz de Bolsonaro, D`Avila defendeu o presidente das clínicas em plena tribuna da Alesp. 

“(Quero) falar para o arcebispo Dom Orlando Brandes, seu vagabundo, safado da CNBB. Dando recadinho para o presidente, para a população brasileira, que ‘Pátria amada não é Pátria armada’. Pátria armada é a pátria que não se submete a essa gentalha”, disse ele.

O parlamentar ainda acusou Dom Orlando Brandes de realizar "proselitismo político". 

“Você, sim, se esconde atrás da sua batina para fazer proselitismo político, para converter as pessoas de bem para a sua ideologia”.

"Abomináveis agressões"

No documento endereçado à Alesp, a CNBB fala em "abomináveis agressões" e cobra medidas das "instâncias competentes". 

“Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia Casa Legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade – sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada”, continua o texto da CNBB divulgado pelo Estadão. 

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